quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Improvisação musical



Improvisação musical é a arte de compor e registrar ao mesmo tempo; ou seja, é inventar na hora!


Uma improvisação pode ser uma harmonia, uma melodia, um solo, um riff, um ritmo, etc.
Essa arte diferencia músicos criadores de músicos reprodutores. Músicos reprodutores são aqueles que apenas reproduzem ou executam músicas prontas. Eles geralmente possuem técnica e boa leitura, mas são completamente engessados musicalmente (dependentes de um repertório) e não sabem o que estão fazendo, estão apenas seguindo uma receita de bolo. Músicos criadores não se limitam a apenas reproduzir músicas prontas; são capazes de alterá-las, incrementá-las, criar novas melodias ou harmonias automaticamente. Estes são músicos que sabem o que estão fazendo, são aqueles que entendem o que está por trás da cifra e da pauta. Podem dialogar musicalmente.

Vantagens de saber improvisar

Resumindo, quem sabe improvisar:
– Entende o que está se passando e tem ideias imediatas
– Possui facilidade para compor, pois tem muitas ferramentas e recursos em mente
– Possui um ouvido muito apurado
– Consegue se sair bem em situações inesperadas (músicas novas, alterações de repertório de última hora, falha de memória (branco), etc.)
– Coloca sua própria identidade nas músicas
Motivador, não?!
Bom, para ser capaz de improvisar, é necessário conhecer o assunto em questão. Por exemplo, no ramo de palestras, qualquer pessoa é capaz de improvisar um discurso sobre “felicidade”, pois todos possuem algum conceito sobre esse tema. Talvez o fato de ser um improviso prejudique a qualidade do discurso; muitos falariam sem utilizar palavras bonitas ou reflexões profundas. Agora, quantas pessoas improvisariam um discurso sobre a importância da equação de Schrödinger no eletromagnetismo quântico?
Na música é a mesma coisa, precisamos de um bom vocabulário (saber escolher palavras adequadas) e também precisamos conhecer o contexto em que estamos inseridos, para que as palavras façam sentido.
Essa conversa está boa, mas vamos falar de algo mais prático agora: como se aprende a improvisar afinal?
Bom, existem alguns segredos para se tornar um bom improvisador. Falaremos especificamente de solos aqui nesse tópico, mas o conceito é o mesmo para as demais vertentes de improvisação na música.

Como fazer uma improvisação musical

Explicando de uma maneira bem simplista, basta conhecer as escalas básicas e saber identificar atonalidade da música para se fazer um improviso. Isso tudo nós aprenderemos aqui noDescomplicando a Música, não se preocupe. Porém, na prática, não basta apenas saber e entender as escalas e suas tonalidades, é preciso saber criar um solo com elas.
Parece óbvio, mas não é. Um improvisador iniciante pode aprender a escala maior e entender onde aplicá-la, mas se ele não tiver algumas frases e links prontos desenhados na cabeça, o improviso vai ficar horrível.
Ninguém gosta de ouvir uma escala digitada para cima e para baixo sem dinâmica. A beleza da música está justamente em saber desenhar frases musicais com as notas. E como um improvisador iniciante conseguirá fazer isso? Ele deve começar pegando frases prontas de outros músicos, decorando-as e aplicando-as em vários contextos. Assim, ele vai desenvolver a habilidade de saber encaixar frases em músicas. Isso é essencial. O próximo passo é pegar essas mesmas frases e fazer pequenas alterações, tentando colocar suas ideias a partir das ideias das próprias frases. Após um certo tempo fazendo isso, o improvisador começará a criar as suas próprias frases do zero, sem precisar se basear em alguma frase pronta.
Muito bem, para quem nunca improvisou nada, adquirir essa habilidade leva tempo. É como tudo na vida: se o resultado é bom, o esforço precisa fazer merecer esse resultado. Recomendamos fortemente que o iniciante dedique-se bastante a pegar frases prontas e aplique elas em tonalidades maiores e menores. Essas frases podem fazer parte da escala maior, menor, pentatônica e escala blues. Esse deve ser o mundo inicial do improvisador. Ele precisa se sentir seguro nisso, pois é a base para aperfeiçoamentos futuros.
Nessa fase o iniciante vai adquirir feeling, vai aprender a colocar sua expressão na música.
Nós mostraremos, ao longo de nosso estudo sobre escalas, exemplos de aplicação de cada escala em cima de várias harmonias. Você deve pegar esses riffs e frases e tocá-los também, compreendendo-os e inventando depois os seus.
Para que você possa exercitar o que falamos acima sobre aplicar frases prontas em diversas músicas diferentes, nós criamos um manual para o improvisador iniciante, com uma coletânea de riffs e exercícios para aprender a improvisar. Confira aqui a versão para guitarra e a versão para piano.
Se o Descomplicando a Música tem sido útil para você, ajude a divulgá-lo. Assim você estará colaborando com o crescimento e aperfeiçoamento do site. Nossa meta é ser referência para todo estudante de música, principalmente para aqueles que já tentaram por conta própria estudar e encontraram dificuldades devido à escassez de material didático sobre o assunto.
Então estude aqui e divirta-se! Faça bom proveito.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

MUSICAS FACEIS DE TOCAR

Ninguém é dono de ninguém - Grupo Bom Gosto.
F Cm
Ninguém é dono de ninguém
F7 Bb
Mas é que o peito quando bate,
C7 F
Bate,bate sem parar
Cm
A gente sofre igual refém
F7 Bb
O prisioneiro da saudade
C7 Cm
Que maldade,faz doer
F7 Bb
Meu coração assim foi roubado
C7 Am
Nem reagiu entregue ao pecado
Am7/5- D7 Gm
Nem quis saber presente ou passado
C7 F
Nem questionou se é certo ou errado
Bb
Nem tá preocupado
C7 F
Todo apaixonado
Cm F7
Faça comigo o que quiser
Bb C7 F
Sou todo seu, sem compromisso
Cm F7
Ta decidido, quero te amar Deixa rolar...
Bb C7
Pra ver no que vai dar.


Exaltasamba - Armadilha

[ D - B7 - Em - A7 ]

Faixa amarela do zeca pagodinho
[ D-B7-Em-A7
]

fui no pagode acabou a comida acabou a bebida acabou a canja sobrou pra mim o bagaço da laranja
[ F D7 Gm C7 ]

MEU SAO JOSE TU PROTEJA ESSA SERRINHA
[ F D7 Gm C7
]

teu amor e demais vai ficar tudo azul minha estrela da paz
[ G E7 Am D7 ]

Grupo Nosso Sentimento
E, G#m, A7+, B7
C#m e G#m ou G7/9
C7+ e G7+ e pra cair no refrão última vez B7
Refrão: E7+, B7, Dbm, E7/9, A7+, G#m7, F#m7, B7

CD Arlindo Cruz
C C7 F (Fm) Em A7 Dm G (Gm)

Dicas de Seguidores
Revelação as notas são C - C7 - F - Fm 

Thiaguinho  C - C7 - F - G7

Coração Machucado ((Wesley Safadão))




Tom: C
Intro:  C9  F7M/C  C9  F7M/C

Solo Introdução
E|----------------------------------------------------|
B|----------------------------------------------------|
G|------9~-9/10\9-7~-5\0-0--9/10\9-7~-----------------|
D|-5/10-----------------------------------------------|
A|----------------------------------------------------|
E|----------------------------------------------------|

Primeira Parte:

 C9
Não tô a fim de relacionamento sério
F7M/C
      Porque já estou vindo

De um bem complicado
Am7
    Esse lance de amar 

Por enquanto eu não quero
G                             C9
  Meu coração ainda está tão machucado

(frase 1)

 C9
Mas isso não quer dizer 
                 F7M/C
Que a gente não fique
                               Am7
Em uma balada no fim de semana

Depois de uns beijos e doses de uísque
G                           C9
  A gente se entregue e acabe na cama

Frase 1
E|----------------------------------------------------|
B|----------------------------------------------------|
G|----------------------------------------------------|
D|-0-2-3-2-0------------------------------------------|
A|-----------3----------------------------------------|
E|----------------------------------------------------|


Pré-refrão:

          F
É porque quando 

Alguém quebra a cara no amor

Fica tão assustado com a dor
                         C9
Feito animal ferido com medo
    G
Por isso tente me entender

Não é que eu não queira você
      F/A
Só estou dando um tempo
                           G/B
Que é pra não errar outra vez
          F/A
Não quero outra pessoa
                        G
Pra fazer o que ela me fez
      C9
Entenda


Refrão 2x:

       C9
Por enquanto
              G/B               Am7
Vamos deixar tudo do jeito que tá
              Em                    Dm
A gente se encontra pra depois se amar
           Am7                 G
Ainda não posso ser teu por inteiro

       C9
Por enquanto
               G/B             Am7
Vamos ficar quieto em cima do muro
                Em                F
O tempo é quem vai dizer nosso futuro
                G                 C9  G
Se vai ser pra sempre ou só passageiro

( C9  G/B  Am7  Em  Dm  Am7  G )
( C9  G/B  Am7  Em  F  G  C9 )


Pré-refrão:

          F
É porque quando 

Alguém quebra a cara no amor

Fica tão assustado com a dor
                         C9
Feito animal ferido com medo
    G
Por isso tente me entender

Não é que eu não queira você
      F/A
Só estou dando um tempo
                           G/B
Que é pra não errar outra vez
          F/A
Não quero outra pessoa
                        G
Pra fazer o que ela me fez
      C9
Entenda


Refrão:

       C9
Por enquanto
              G/B               Am7
Vamos deixar tudo do jeito que tá
              Em                    Dm
A gente se encontra pra depois se amar
           Am7                 G
Ainda não posso ser teu por inteiro

       C9
Por enquanto
               G/B             Am7
Vamos ficar quieto em cima do muro
                Em                F
O tempo é quem vai dizer nosso futuro
                G                 C9  G
Se vai ser pra sempre ou só passageiro

       C9
Por enquanto
              G/B               Am7
Vamos deixar tudo do jeito que tá
              Em                    Dm
A gente se encontra pra depois se amar
           Am7                 G
Ainda não posso ser teu por inteiro

       C9
Por enquanto
               G/B             Am7
Vamos ficar quieto em cima do muro
                Em                F
O tempo é quem vai dizer nosso futuro
                G
Se vai ser pra sempre 
            C9   (frase 1)
Ou só passageiro


Final:

 C9
Não tô a fim de relacionamento sério
F7M/C
      Porque já estou vindo

De um bem complicado
C9
   Esse lance de amar 
                          F7M/C
Por enquanto eu não quero
                            C9
Meu coração ainda está tão machucado




Preferencia Instrumentos de Corda, e Percursão (100% Samba, Pagode, Choro, Seresta e Afins )

  • Teoria Musical
  • Percepção Musical
  • Harmonia
  • Arranjos & Arpejos 
  • Musica como Terapia

VIVO: 21 99930-0989 (WhatsApp)
Skype: Nightmanim
Skype: zethayon@hotmail.com


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Escalas Musicais - FORMAÇÃO



Como construir escalas

Escala Musical: Ordenação sucessiva de sons a intervalos não maiores que uma segunda. Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc.

Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala Natural a partir da qual são construídos os acordes.

A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.

Exemplo:

Usaremos a escala de C (lê-se dó). Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural de C. Vejamos porque.

Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D). Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom (D D# E). Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido)

Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 tom separando o primeiro tetracorde do segundo.

Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B).

E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (B C) pois o B não possui sustenido. Obs: Mi (E) e Si (B), ou seja, as notas terminadas em "i" não possuem sustenido.

Com isto temos que a formula para se construir uma Escala Natural é dois tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom.

É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.

Vejamos a escala de D:

I II III IV V VI VII VIII
D E F# G A B C# D
1 1 1/2 1 1 1 1/2

Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) entre o segundo e terceiro graus da escala.

Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G).

Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) entre o sexto e sétimo graus da escala de D.

Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro grau portanto mais aguda.

Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e neste caso espcífico ambos são sustenidos.

Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí). Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são (se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de acidentes e quais são.

É importante frisar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.

PARTIDO ALTO

Samba de partido-alto, partido-alto ou simplesmente partido, é um sub-gênero do samba, surgido na década de 1930 nos terreiros (atuais quadras) das primeiras escolas de samba do Rio de Janeiro. Apesar de ser um dos estilos de samba mais tradicionais, não existe um consenso entre praticantes e estudiosos, menos ou mais eruditos, para definir o que seria essa derivação do samba, muito também pelas mundaças pelo qual ele passou de sua origem, em meados do século XIX, até os dias atuais.




Em linhas gerais, o partido-alto do passado seria uma espécie de samba instrumental e ocasionalmente vocal (feito para dançar e cantar), constante de uma parte solada, chamada "chula" (que dava a ele também o nome de samba raiado ou chula-raiada), e de um refrão (que o diferenciava do samba corrido).



Já o partido-alto moderno seria uma espécie de samba cantado em forma de desafio por dois ou mais contendores e que se compõe de uma parte de coral (refrão ou "primeira") e uma parte solada com versos improvisados ou do repertório tradicional, os quais podem ou não se referir ao assunto do refrão.



Sob essa rubrica se incluem, hoje, várias formas de sambas rurais, as antigas chulas, os antigos sambas corridos (aos quais se acrescenta o solo), os refrões de pernada (batucada ou samba duro), bem como os chamados "partidos cortados", em que a parte solada é uma quadra e o refrão é intercalado (raiado) entre cada verso dela. Entretanto, transcedendo qualquer aspecto formal, partido-alto é, sobretudo, o samba da elite dos sambistas, bem-humorado, encantador e espontâneo.



De acordo com a Enciclopédia da Música Brasileira, "samba de partido-alto é um gênero do samba surgido no início do século XX conciliando formas antigas (o partido-alto baiano, por exemplo) e modernas do samba-sança-batuque, desde os versos improvisados à tendência de estruturação em forma fixa de canção, e que era cultivado inicialmente apenas por velhos conhecedores dos segredos do samba-dança mais antigo, o que explica o próprio nome do partido-alto (equivalente da expressão moderna "alto-gabarito"). Inicialmente caracterizado por longas estrofes ou estâncias de seis e mais versos, apoiados em refrões curtos, o samba de partido-alto ressurge a partir da década de 1940, cultivado pelos moradores dos morros cariocas, mas já agora não incluindo necessariamente a roda de dança e reduzido à improvisação individual, pelos participantes, de quadras cantadas a intervalos de estribilhos geralmente conhecido de todos".



O samba de partido-alto no século XXI é uma vasta gama de sambas apoiados em um estribilho e com segunda, terceira e quarta partes soladas, desenvolvendo o tema proposto na letra. O estilo de partido-alto com versos realmente improvisados vem caindo em desuso, não só pela diminuição de rodas de samba, como pela facilidade de repetir versos pré-elaborados, gravados e difundidos via álbuns, rádio, televisão, entre outros. Não obstante, a tradição se mantém com alguns sambistas absorvidos pela indústria fonográfica, como Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e Arlindo Cruz, ou por compositores como Nei Lopes, que constroem sambas a partir de um solo em forma de chamada e resposta e remetendo, na letra, ao tema proposto no refrão ou na "primeira".



O partido-alto da década de 1970 sofreria outras modificações até servir de combustível para o movimento conhecido por pagode de raiz, movido a banjo e tantã.Antes, pagode era o nome dado no Brasil, pelo menos desde o século XIX, a habituais reuniões festivas, regadas a música, comida e bebida. E nos pagodes, a música tocada era o samba, especialmente a vertente partido-alto. Mas com o passar do tempo, estes encontros ganharam outra feição. No início da década de 1980, os pagodes eram febre no Rio de Janeiro e o termo logo compreenderia um novo estilo de samba, rapidamente transformado em produto comercial pela indústria fonográfica. E, neste processo, o estilo pagode se distanciou do partido-alto, samba caracterizado por elaboração, elegância e refinamento.

Fonte: Blogger "Do Niltão"

Montagem de Acordes

FORMAÇÃO DE ACORDES

1. Introdução
Para se entender a explicação que se segue, alguns conhecimentos são indispensáveis:

1) Notação de Cifras: Notação mundialmente usada para representar as notas musicais e também os acordes, onde Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F, Sol = G, Lá = A, Si = B, Sustenido = #, Bemol = b.

2) Seqüência das notas: A seqüência de uma oitava, ou seja, a seqüência completa das notas musicais, que é C, C# ou Db, D, D# ou Eb, E, F, F# ou Gb, G, G# ou Ab, A, A# ou Bb, B e volta para C. Observe que algumas notas possuem duas nomenclaturas possíveis.

3) Escala Maior: A única escala realmente necessária para a formação de QUALQUER acorde. É a escala formada por Tônica + Tom + Tom + Semitom + Tom + Tom + Tom + Semitom. Vale lembrar que semitom é a menor distancia entre duas notas e tom é a soma de dois semitons. Ex: Escala de C: C, D, E, F, G, A, B; Escala de G: G, A, B, C, D, E, F#; Escala de Eb: Eb, F, G, Ab, Bb, C, D.

2. A Escala Maior

A nomenclatura da escala maior é de extrema importância para formar os acordes, na escala de C, por exemplo, temos:

Tônica ou 1º Grau: O próprio C
Sobre tônica ou 2º Grau: D
Mediante ou 3º: E
Subdominante ou 4º: F
Dominante ou 5º: G
Sobre dominante ou 6º: A
Sensível ou 7º: B

Os graus são extremamente importantes, pois eles farão a formação dos acordes.

3. O Acorde Maior e uma pequena observação

Um acorde maior, escrito só com a letra e sustenido ou bemol, caso tenha, é formado pela seqüência de 1º, 3º e 5º grau. Exemplos: C é formado por C, E, G; o F# (escala F#, G#, A#, B, C#, D#, E#) é formado por F#, A#, C#; e o Eb (escala Eb, F, G, A, Bb, C, D) é formado por Eb, G, Bb.

Obs: O E# é somente uma nomenclatura opcional para F, devido a regra da teoria na qual a escala sempre deve estar com notas na ordem C, D, E, F, G, A, B, C, D, E, F, G, A, B e dois F (F e F#) fugiria desta regra.

4. Formação de acordes

Toda formação de acordes se começa pelo acorde maior, como visto antes, com a seqüência de 1º, 3º e 5º grau.

Mas também existe o acorde menor (m) que se da por 1º, 3ºb e 5º grau. 3ºb é o terceiro grau diminuído em um semitom, ou seja, para o acorde de C (C, E, G) temos Cm com C, Eb, G e para o de D (D, F#, A) temos Dm com D, F, A.

5. Os números

Com certeza os números fazem parte da maioria dos acordes seja C2, Fsus4, G5, Am6, G#7, Bb13 ou qualquer outro.

Os números 2 e 4 são substituições para o 3º Grau do acorde, ou seja, para um acorde C2 temos a formação C, D, G (1º, 2º e 5º) já para um Eb4 temos Eb, Ab, Bb (1º, 4º e 5º). Às vezes estes números vem com o prefixo sus (suspenso), mas não altera em nada a sua formação Csus2 = C2 e Ebsus4 = Eb4, somente sus se considera igual a sus4. Esses números podem ser seguidos com + ou – o que aumenta ou diminui em um semitom a substituição, Ex: C2- é C, Db, G (1, 2ºb e 5º) ou Eb4+ Eb, A, Bb (1º, 4º# e 5º).

O número 5 já possui duas funções: quando não seguido por + ou – é uma retirada do 3º Grau do acorde como acontece em D5 = D, A (1º e 5º); já quando é seguido pelos sinais de + ou de – é uma alteração de um semitom no quinto grau do acorde, como em D5+ = D, F#, A# (1º, 3º e 5º#).

A substituição do 5º Grau também pode ser feita usando o número 6, alterando para 6º Grau, que também pode ser alterado por + ou – como os anteriores. Ex: C6 = C, E, A (1º, 3º e 6º).

O 7 possui algo peculiar, pois não é o próprio 7ºGrau e sim o 7ºb, o 7 pode ser seguido por m, sem alterar, ou por M, indo para o 7ºGrau de verdade. Ex: C7 = C, E, G, Bb (1º, 3º, 5º e 7ºb) = C7m; D7M = D, F#, A, C# (1º, 3º, 5º e 7º).

Acima do sétimo grau começamos a ter a repetição da escala com 1º = 8º, 2º = 9º, 3º = 10º,... e os números 9, 11 e 13 entram aqui. Esses números também podem ser seguidos com + ou -, aumentando ou diminuindo em um semitom o seu valor, e sempre
são graus adicionados ao acorde, ao invés de substituições como em 2, 4 e 6. Ex: C9 = C, E, G, D (1º, 3º, 5º e 9º); D13 = D, F#, A, B (1º, 3º, 5º e 13º); E11 = E, G#, B, A (1º, 3º, 5º e 11º).

Em alguns casos os números 9, 11, 13 são precedidos pela expressão add, mas não modifica seu valor.

Exemplos de acordes mais complexos: E9/7 = E, G#, B, D, F# (1º, 3º, 5º, 7ºb e 9º); A4/7 = A, D, E, G (1º, 4º, 5º e 7ºb); Fm7/9 = F, Ab, C, Eb, G (1º, 3ºb, 5º, 7ºb e 9º).

6. Acordes diminutos

Um tipo de acorde mais raro é o diminuto, representado por dim ou º. Todas as notas que precedem o dim ou º na notação do acorde são abaixadas em um semitom, exceto o 1º Grau. Ex: Bbº = Bb, Db, E (1º, 3ºb e 5ºb); D#º = D#, F#, A (1º, 3ºb e 5ºb).

7. Alterações de baixo

Certas vezes o acorde vem escrito seguido por uma barra e uma nota especifica (D/F#, Eb/Db, G/B) nesse caso a composição do acorde não é alterada, mas o baixo deve ser acentuado na nota especificada após a barra. Para fazer esse acorde em um único instrumento é necessário fazer com que a nota mais grave tocada seja o baixo, e quando se tem um baixo e um instrumento de acompanhamento pode-se executar o acorde normal no instrumento e a alteração somente no baixo.

8. Conclusões e comentários

Com esses conhecimentos, bem estudados, você será capaz de montar, na teoria, todo e qualquer acorde.

Agora cabe a você, músico, passar esses acordes para o seu instrumento, conhecendo um pouco da teoria dele para saber a disposição correta das notas. Ai vão dois casos:

1) Teclado ou Piano: A disposição das teclas nesses instrumentos segue a seqüência exata de uma oitava seguida de outra, então basta apenas reunir as notas na oitava desejada e toca-las juntas para formar o acorde e depois fazer ritmos e arpejos para acompanhar melhor a música.

2) Violão ou Guitarra: A afinação mais comum nesses instrumentos, começando da corda mais grave, é: E, A, D, G, B, E. Para descobrir a posição do acorde, basta fazer com que as cordas tocadas, que tem seu valor aumentado em um semitom por traste, estejam dentro da formação do acorde.