quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Escalas Musicais - FORMAÇÃO



Como construir escalas

Escala Musical: Ordenação sucessiva de sons a intervalos não maiores que uma segunda. Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc.

Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala Natural a partir da qual são construídos os acordes.

A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.

Exemplo:

Usaremos a escala de C (lê-se dó). Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural de C. Vejamos porque.

Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D). Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom (D D# E). Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido)

Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 tom separando o primeiro tetracorde do segundo.

Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B).

E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (B C) pois o B não possui sustenido. Obs: Mi (E) e Si (B), ou seja, as notas terminadas em "i" não possuem sustenido.

Com isto temos que a formula para se construir uma Escala Natural é dois tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom.

É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.

Vejamos a escala de D:

I II III IV V VI VII VIII
D E F# G A B C# D
1 1 1/2 1 1 1 1/2

Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) entre o segundo e terceiro graus da escala.

Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G).

Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) entre o sexto e sétimo graus da escala de D.

Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro grau portanto mais aguda.

Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e neste caso espcífico ambos são sustenidos.

Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí). Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são (se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de acidentes e quais são.

É importante frisar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.

PARTIDO ALTO

Samba de partido-alto, partido-alto ou simplesmente partido, é um sub-gênero do samba, surgido na década de 1930 nos terreiros (atuais quadras) das primeiras escolas de samba do Rio de Janeiro. Apesar de ser um dos estilos de samba mais tradicionais, não existe um consenso entre praticantes e estudiosos, menos ou mais eruditos, para definir o que seria essa derivação do samba, muito também pelas mundaças pelo qual ele passou de sua origem, em meados do século XIX, até os dias atuais.




Em linhas gerais, o partido-alto do passado seria uma espécie de samba instrumental e ocasionalmente vocal (feito para dançar e cantar), constante de uma parte solada, chamada "chula" (que dava a ele também o nome de samba raiado ou chula-raiada), e de um refrão (que o diferenciava do samba corrido).



Já o partido-alto moderno seria uma espécie de samba cantado em forma de desafio por dois ou mais contendores e que se compõe de uma parte de coral (refrão ou "primeira") e uma parte solada com versos improvisados ou do repertório tradicional, os quais podem ou não se referir ao assunto do refrão.



Sob essa rubrica se incluem, hoje, várias formas de sambas rurais, as antigas chulas, os antigos sambas corridos (aos quais se acrescenta o solo), os refrões de pernada (batucada ou samba duro), bem como os chamados "partidos cortados", em que a parte solada é uma quadra e o refrão é intercalado (raiado) entre cada verso dela. Entretanto, transcedendo qualquer aspecto formal, partido-alto é, sobretudo, o samba da elite dos sambistas, bem-humorado, encantador e espontâneo.



De acordo com a Enciclopédia da Música Brasileira, "samba de partido-alto é um gênero do samba surgido no início do século XX conciliando formas antigas (o partido-alto baiano, por exemplo) e modernas do samba-sança-batuque, desde os versos improvisados à tendência de estruturação em forma fixa de canção, e que era cultivado inicialmente apenas por velhos conhecedores dos segredos do samba-dança mais antigo, o que explica o próprio nome do partido-alto (equivalente da expressão moderna "alto-gabarito"). Inicialmente caracterizado por longas estrofes ou estâncias de seis e mais versos, apoiados em refrões curtos, o samba de partido-alto ressurge a partir da década de 1940, cultivado pelos moradores dos morros cariocas, mas já agora não incluindo necessariamente a roda de dança e reduzido à improvisação individual, pelos participantes, de quadras cantadas a intervalos de estribilhos geralmente conhecido de todos".



O samba de partido-alto no século XXI é uma vasta gama de sambas apoiados em um estribilho e com segunda, terceira e quarta partes soladas, desenvolvendo o tema proposto na letra. O estilo de partido-alto com versos realmente improvisados vem caindo em desuso, não só pela diminuição de rodas de samba, como pela facilidade de repetir versos pré-elaborados, gravados e difundidos via álbuns, rádio, televisão, entre outros. Não obstante, a tradição se mantém com alguns sambistas absorvidos pela indústria fonográfica, como Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e Arlindo Cruz, ou por compositores como Nei Lopes, que constroem sambas a partir de um solo em forma de chamada e resposta e remetendo, na letra, ao tema proposto no refrão ou na "primeira".



O partido-alto da década de 1970 sofreria outras modificações até servir de combustível para o movimento conhecido por pagode de raiz, movido a banjo e tantã.Antes, pagode era o nome dado no Brasil, pelo menos desde o século XIX, a habituais reuniões festivas, regadas a música, comida e bebida. E nos pagodes, a música tocada era o samba, especialmente a vertente partido-alto. Mas com o passar do tempo, estes encontros ganharam outra feição. No início da década de 1980, os pagodes eram febre no Rio de Janeiro e o termo logo compreenderia um novo estilo de samba, rapidamente transformado em produto comercial pela indústria fonográfica. E, neste processo, o estilo pagode se distanciou do partido-alto, samba caracterizado por elaboração, elegância e refinamento.

Fonte: Blogger "Do Niltão"

Montagem de Acordes

FORMAÇÃO DE ACORDES

1. Introdução
Para se entender a explicação que se segue, alguns conhecimentos são indispensáveis:

1) Notação de Cifras: Notação mundialmente usada para representar as notas musicais e também os acordes, onde Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F, Sol = G, Lá = A, Si = B, Sustenido = #, Bemol = b.

2) Seqüência das notas: A seqüência de uma oitava, ou seja, a seqüência completa das notas musicais, que é C, C# ou Db, D, D# ou Eb, E, F, F# ou Gb, G, G# ou Ab, A, A# ou Bb, B e volta para C. Observe que algumas notas possuem duas nomenclaturas possíveis.

3) Escala Maior: A única escala realmente necessária para a formação de QUALQUER acorde. É a escala formada por Tônica + Tom + Tom + Semitom + Tom + Tom + Tom + Semitom. Vale lembrar que semitom é a menor distancia entre duas notas e tom é a soma de dois semitons. Ex: Escala de C: C, D, E, F, G, A, B; Escala de G: G, A, B, C, D, E, F#; Escala de Eb: Eb, F, G, Ab, Bb, C, D.

2. A Escala Maior

A nomenclatura da escala maior é de extrema importância para formar os acordes, na escala de C, por exemplo, temos:

Tônica ou 1º Grau: O próprio C
Sobre tônica ou 2º Grau: D
Mediante ou 3º: E
Subdominante ou 4º: F
Dominante ou 5º: G
Sobre dominante ou 6º: A
Sensível ou 7º: B

Os graus são extremamente importantes, pois eles farão a formação dos acordes.

3. O Acorde Maior e uma pequena observação

Um acorde maior, escrito só com a letra e sustenido ou bemol, caso tenha, é formado pela seqüência de 1º, 3º e 5º grau. Exemplos: C é formado por C, E, G; o F# (escala F#, G#, A#, B, C#, D#, E#) é formado por F#, A#, C#; e o Eb (escala Eb, F, G, A, Bb, C, D) é formado por Eb, G, Bb.

Obs: O E# é somente uma nomenclatura opcional para F, devido a regra da teoria na qual a escala sempre deve estar com notas na ordem C, D, E, F, G, A, B, C, D, E, F, G, A, B e dois F (F e F#) fugiria desta regra.

4. Formação de acordes

Toda formação de acordes se começa pelo acorde maior, como visto antes, com a seqüência de 1º, 3º e 5º grau.

Mas também existe o acorde menor (m) que se da por 1º, 3ºb e 5º grau. 3ºb é o terceiro grau diminuído em um semitom, ou seja, para o acorde de C (C, E, G) temos Cm com C, Eb, G e para o de D (D, F#, A) temos Dm com D, F, A.

5. Os números

Com certeza os números fazem parte da maioria dos acordes seja C2, Fsus4, G5, Am6, G#7, Bb13 ou qualquer outro.

Os números 2 e 4 são substituições para o 3º Grau do acorde, ou seja, para um acorde C2 temos a formação C, D, G (1º, 2º e 5º) já para um Eb4 temos Eb, Ab, Bb (1º, 4º e 5º). Às vezes estes números vem com o prefixo sus (suspenso), mas não altera em nada a sua formação Csus2 = C2 e Ebsus4 = Eb4, somente sus se considera igual a sus4. Esses números podem ser seguidos com + ou – o que aumenta ou diminui em um semitom a substituição, Ex: C2- é C, Db, G (1, 2ºb e 5º) ou Eb4+ Eb, A, Bb (1º, 4º# e 5º).

O número 5 já possui duas funções: quando não seguido por + ou – é uma retirada do 3º Grau do acorde como acontece em D5 = D, A (1º e 5º); já quando é seguido pelos sinais de + ou de – é uma alteração de um semitom no quinto grau do acorde, como em D5+ = D, F#, A# (1º, 3º e 5º#).

A substituição do 5º Grau também pode ser feita usando o número 6, alterando para 6º Grau, que também pode ser alterado por + ou – como os anteriores. Ex: C6 = C, E, A (1º, 3º e 6º).

O 7 possui algo peculiar, pois não é o próprio 7ºGrau e sim o 7ºb, o 7 pode ser seguido por m, sem alterar, ou por M, indo para o 7ºGrau de verdade. Ex: C7 = C, E, G, Bb (1º, 3º, 5º e 7ºb) = C7m; D7M = D, F#, A, C# (1º, 3º, 5º e 7º).

Acima do sétimo grau começamos a ter a repetição da escala com 1º = 8º, 2º = 9º, 3º = 10º,... e os números 9, 11 e 13 entram aqui. Esses números também podem ser seguidos com + ou -, aumentando ou diminuindo em um semitom o seu valor, e sempre
são graus adicionados ao acorde, ao invés de substituições como em 2, 4 e 6. Ex: C9 = C, E, G, D (1º, 3º, 5º e 9º); D13 = D, F#, A, B (1º, 3º, 5º e 13º); E11 = E, G#, B, A (1º, 3º, 5º e 11º).

Em alguns casos os números 9, 11, 13 são precedidos pela expressão add, mas não modifica seu valor.

Exemplos de acordes mais complexos: E9/7 = E, G#, B, D, F# (1º, 3º, 5º, 7ºb e 9º); A4/7 = A, D, E, G (1º, 4º, 5º e 7ºb); Fm7/9 = F, Ab, C, Eb, G (1º, 3ºb, 5º, 7ºb e 9º).

6. Acordes diminutos

Um tipo de acorde mais raro é o diminuto, representado por dim ou º. Todas as notas que precedem o dim ou º na notação do acorde são abaixadas em um semitom, exceto o 1º Grau. Ex: Bbº = Bb, Db, E (1º, 3ºb e 5ºb); D#º = D#, F#, A (1º, 3ºb e 5ºb).

7. Alterações de baixo

Certas vezes o acorde vem escrito seguido por uma barra e uma nota especifica (D/F#, Eb/Db, G/B) nesse caso a composição do acorde não é alterada, mas o baixo deve ser acentuado na nota especificada após a barra. Para fazer esse acorde em um único instrumento é necessário fazer com que a nota mais grave tocada seja o baixo, e quando se tem um baixo e um instrumento de acompanhamento pode-se executar o acorde normal no instrumento e a alteração somente no baixo.

8. Conclusões e comentários

Com esses conhecimentos, bem estudados, você será capaz de montar, na teoria, todo e qualquer acorde.

Agora cabe a você, músico, passar esses acordes para o seu instrumento, conhecendo um pouco da teoria dele para saber a disposição correta das notas. Ai vão dois casos:

1) Teclado ou Piano: A disposição das teclas nesses instrumentos segue a seqüência exata de uma oitava seguida de outra, então basta apenas reunir as notas na oitava desejada e toca-las juntas para formar o acorde e depois fazer ritmos e arpejos para acompanhar melhor a música.

2) Violão ou Guitarra: A afinação mais comum nesses instrumentos, começando da corda mais grave, é: E, A, D, G, B, E. Para descobrir a posição do acorde, basta fazer com que as cordas tocadas, que tem seu valor aumentado em um semitom por traste, estejam dentro da formação do acorde.

Bônus ( Harmonias Funcionais )

Harmonia funcional

Harmonia funcional na prática

Como usar harmonia funcional para tirar de ouvido

Manipulando emoções com funções harmônicas

Escala cromática

Escala cromática

escala cromática é uma escala formada pela sequência: semitom-semitom-semitom-semitom, etc. Isso mesmo, todas as notas possuem o intervalo de um semitom. Sendo assim, podemos concluir que essa escala possui 12 notas (todas as 12 notas disponíveis da música ocidental!). Confira abaixo a escala cromática de Dó:
C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, B

Desenho da escala cromática

escala cromatica

Cromatismo

Devido a essa característica peculiar, tornou-se comum utilizar o termo “cromatismo” para se referir a notas distanciadas por um semitom. Por exemplo, se um determinado solo possui as notas D, D#, E tocadas em sequência, diz-se que esse trecho possui um cromatismo.

Aplicação da escala cromática

Na prática, em contextos musicais, a escala cromática não costuma ser usada em toda a sua extensão. O que costuma ser utilizado são pequenos trechos de cromatismo. O efeito cromático é muito interessante e explorado por músicos de diversos estilos. O resultado sonoro produzido cria uma sensação de notas de passagem. Mesmo que algumas notas estejam fora do campo harmônicoda música, quando tocadas rapidamente dentro de um cromatismo essas notas passam “perdoadas” por nosso ouvido, afinal sentimos como se fossem notas de passagem, degraus de uma escada que tem como objetivo chegar a algum lugar.
Por enquanto, ficaremos apenas com esse conceito introdutório de cromatismo, pois explicar detalhadamente as aplicações seria exaustivo. Em vez disso, optamos por apresentar a utilização do cromatismo dentro de cada contexto específico. Você verá cromatismo aqui no site dentro dos estudos de Acorde Diminuto, Target Notes, SubV7, Jazz Bebop, entre outros. A partir de agora, aescala cromática passará a fazer parte de sua bagagem musical. Sua importância ficará mais evidente a cada nova aplicação.

Escala pentatônica

Escala pentatônica

escala pentatônica é o guru dos improvisadores. E não é difícil de descobrir o motivo pelo qual todo mundo usa e abusa dessa escala: ela é fácil de fazer e fácil de aplicar. Há umas décadas atrás, alguns músicos faturaram milhões apenas tocando essa escala. Hoje não é mais tão fácil de se ficar rico tocando escala pentatônica, afinal qualquer músico iniciante já aprende a utilizar essa escala (e geralmente passa o resto da vida fazendo só isso).

O que é a escala pentatônica?

O conceito é muito simples: a escala pentatônica maior é um apanhado de notas da escala maior. Sabemos que a escala maior possui 7 notas. A escala pentatônica escolheu 5 dessas notas e criou uma outra escala. Quando a escala maior deixa de ter 7 notas e passa a ter 5, recebe o nome de Penta, tipo o Brasil quando ganhou a copa do mundo pela 5ª vez, recebeu o título penta, tá ligado?!
Ok, essa escala não tem nada a ver com futebol, nem com títulos; mas convenhamos, ela é motivo de festa. A escala pentatônica possui notas que quando tocadas geram uma melodia agradável, mesmo que seja só a própria execução da escala pra cima e pra baixo. Isso facilita a vida de todo mundo! Basta decorar a escala pentatônica e, quando você for improvisar uma música na tonalidade maior, em vez de “elaborar” uma frase com a escala maior você toca a escala pentatônica que já é sucesso garantido! A escala pentatônica tocada de trás para frente é legal, de frente pra trás também é legal, do meio pro fim, do fim pro início, do início pro meio, legal, legal, legal. 

Som da escala pentatônica

Muito bem, se você nunca ouviu a escala pentatônica na vida, vá até um teclado ou piano e toque as teclas pretas uma após a outra. Esse é o som de uma escala pentatônica. Existem muitos desenhos para escalas pentatônicas; esse exemplo das teclas pretas foi apenas um que facilita a observação por ser bem prático. Se você não tem um teclado, não se desespere, já iremos explicar detalhadamente como se forma essa escala.

Escala pentatônica maior

A escala pentatônica pode ser maior ou menor. A pentatônica maior contém 5 notas da escala maior, e a pentatônica menor contém 5 notas da escala menor. Um desenho para a pentatônica de Dó maior pode ser:
escala pentatonica

Escala pentatônica menor

Veja agora um desenho para a escala de Lá menor pentatônica:
pentatonica
Compare essas escalas (Dó pentatônica e Lá menor pentatônica) com as escalas de Dó maior e Lá menor, respectivamente. Note que a pentatônica maior pegou 5 notas da escala maior, como já comentamos, e foram os graus 1, 2, 3, 5 e 6. Em outras palavras, ela retirou os graus 4 e 7! Já a pentatônica menor pegou os graus 1, 3, 4, 5 e 7 da escala menor. Em outras palavras, ela retirou os graus 2 e 6!
 Obs: O normal seria começar e terminar com a mesma nota no desenho de uma escala, mas preferimos terminar a escala com outra nota aqui nesses desenhos para que você entenda primeiro a lógica da escala.
Optamos por mostrar a pentatônica maior de Dó e a pentatônica menor de Lá porque essas duas escalas contém as mesmas notas. Lá menor é a relativa de Dó, tá lembrado?! Se isso ainda não está no seu sangue, volte e estude a relativa menor, aplique, depois siga sua jornada, pois acumular conhecimento pra não utilizar e esquecer é perda de tempo total! Valeria mais a pena gastar seu tempo assistindo a novela das 20:00 ou jogando Angry Birds…

Como usar a escala pentatônica

Já comentamos que a escala pentatônica (maior e menor) pode ser usada no mesmo lugar onde se usam as escalas maior natural e menor natural, respectivamente.  Mas essa escala, além de poder ser utilizada nesses contextos, ainda pode ser utilizada em outros contextos que as escalas maior e menor natural não podem (tá aí mais um motivo pra você gostar dela!). 
 Um exemplo é o blues. Em breve você verá no artigo “blues” que a escala pentatônica é a rainha mestre desse estilo. Mostraremos exemplos de aplicação da escala pentatônica em contextos maiores e menores aqui nesse artigo e, no artigo “blues”, mostraremos a utilização da escala pentatônica no blues. Recomendamos fortemente que você já aproveite para praticar também a escala pentatônica dentro do blues, pois é muito divertido! Gaste horas e horas, dias e dias fazendo isso, e você se tornará um improvisador nato. 
 Mas como você deve praticar a escala pentatônica para ter progresso e gostar do que está fazendo?

Siga esses passos para dominar a pentatônica:

Passo 1: Decore bem a escala pentatônica menor e aplique-a no contexto tonal. Ou seja, você pode brincar com essa escala dentro de um campo harmônico menor ou em um campo harmônico maior (tocando a pentatônica da relativa menor, nesse caso). Faça isso bastante tempo.
Passo 2: Aplique a pentatônica menor no contexto blues, depois de ler o artigo “blues“. Faça isso bastante tempo.
Passo 3: Agora que você já está bem familiarizado com a pentatônica menor, decore a pentatônica maior e aplique também no contexto tonal, como você fez no passo 1.
Passo 4: Agora que você já está familiarizado com as duas escalas pentatônicas e sabe utilizá-las, toque a escala pentatônica começando de todos os graus. Faça o seguinte treino, que irá expandir seu domínio sobre o braço do instrumento:
Iremos tocar a escala pentatônica na tonalidade de Dó maior, só que começando de outros graus (outras regiões do braço do instrumento). Iremos partir primeiro da nota Sol, tocando as demais notas da pentatônica de Dó (isso vai gerar um desenho particular). Depois, vamos fazer essa mesma escala pentatônica, só que começando da nota Lá. Não tem nada de mágico nisso, iremos tocar as mesmas notas que tocamos antes, apenas estaremos começando no Lá em vez de começar no Sol. Depois faremos o mesmo para os demais graus. 
Confira abaixo os desenhos e decore bem cada um:
escalas pentatonicas
Essa é a mesma ideia que tivemos para montar os modos gregos.
No caso dos modos gregos, há 7 notas na escala, portanto começar com cada grau resulta em 7 escalas. Aqui na pentatônica tivemos 5 escalas. 
Agora a missão é praticar da mesma forma que você já fez nos passos anteriores. Aplique esses desenhos nos contextos tonais e no contexto blues.
Muito bem, você já tem material para estudar meses e meses! Sua desenvoltura no improviso está se formando. Se você dominar só os conceitos que abordamos até aqui você já será capaz de improvisar em cima da grande maioria das músicas que existem. Então não desperdice esse aprendizado! Coloque em prática! 
Mostraremos abaixo exemplos de aplicação da escala pentatônica completa (desenhos partindo de todos os graus), dentro do contexto tonal (campo harmônico maior e menor relativo). Isso tudo é pra te dar um empurrãozinho nas ideias! 
Já a aplicação da pentatônica no contexto blues será demonstrada no artigo “blues“.
O solo do arquivo no Guitar Pro abaixo está na tonalidade de Lá menor. A harmonia contém os acordes:
 | Am | F | C | G |

sábado, 7 de novembro de 2015

Formação de Acordes (CATEGORIA DOS ACORDES)

O que é um acorde? Acordes são notas tocadas simultaneamente, notas estas que definem a categoria do acorde. Um acorde de duas notas se chama díade, um acorde de três notas se chama tríade e um acorde de quatro notas se chama tétrade,.

CATEGORIA DOS ACORDES

1- Acordes maiores
Os acordes maiores se caracterizam por serem formados pelas seguintes notas: Tonica, terça maior, quinta justa e nunca possuem a sétima menor. Ou seja: uma terça maior sobreposta de uma terça menor.
Exemplo:
C C7M

2- Acordes menores
Os acordes menores se caracterizam por serem formados pelas seguintes notas: Tonica, terça menor e quinta justa. Ou seja: uma terça menor sobreposta por de uma terça maior
Exemplo:
Cm Cm7

3- Acordes de sétima da dominante
Os acordes de sétima da dominante se caracterizam pelo trítono formado entre a terça maior e a sétima menor (3ª e 7ª são os pilares de qualquer acorde). O trítono é o intervalo entre duas notas separadas por três tons, este intervalo de notas gera uma tensão no acorde que sugere uma resolução em outro acorde. Veremos este assunto adiante Exemplo:
G7

4- Acordes meio diminutos (depois veremos os diminutos)
Os acordes meio diminutos se caracterizam por serem formados pelas seguintes notas: Tonica, terça menor e quinta diminuta. Ou seja: duas terças menores sobrepostas.
Exemplo:
C° D°

4- Acordes aumentados
Os acordes aumentados se caracterizam por serem formados pelas seguintes notas: Tonica, terça maior e quinta aumentada. Ou seja: duas terças maiores sobrepostas.
Exemplo:
C+ D+

5- Categoria de acorde de sétima da diminuta
Caracteriza-se pela terça menor, quinta diminuta e sétima diminuta. É construído diatonicamente sobre o VII grau da escala menor harmônica, grau este de função dominante. Caracteriza-se, também, pela presença de dois trítonos.

Pelo fato das notas do acorde de sétima diminuta estarem separadas por intervalos de terça menor (dividindo a oitava em quatro partes iguais) um mesmo acorde de sétima diminuta pode ser desdobrado em quatro, isto é, cada uma das quatro notas pode ser a fundamental de um novo acorde de sétima diminuta, mantendo o som e sendo portanto acordes equivalentes.
B° D° F° Ab°
As fundamentais dos acordes estão separadas por intervalos de terça menor.
São três os acordes de sétima diminuta (B°, C° e Db°). Os demais são inversões ou desdobramento desses três.
Curiosidade: O círculo "O" na cifra do acorde de sétima diminuta simboliza o círculo fechado resultante da superposição das três terças menores que formam o acorde diminuto, razão pela qual cada uma das quatro notas pode ser a fundamental de um novo acorde diminuto, como pode ser visto na figura acima.
O acorde VIIm7(b5) é popularmente conhecido como meio-diminuto por ter a sétima menor no lugar da sétima diminuta. Também pode ser grafado com um círculo cortado ao meio "Ø". É mais fácil chamá-lo de meio-diminuto ao invés de menor com sétima e quinta diminuta.

Então aprendemos que:
O que difere um acorde maior de um menor é a terça. Uma terça maior caracteriza um acorde maior, uma terça menor caracteriza um acorde menor.
O que difere um acorde diminuto de um aumentado é a quinta. O resto das notas são as dissonâncias. Notas que acrescentamos aos acordes para acentuar-lhes alguma característica.
Veja este quadro resumo

Acorde
Notas que Compõem
Exemplo
Acorde
Maior
I + IIIM + VJ
C + E + G
C
Menor
I + IIIm + VJ
C + Eb + G
Cm
Aumentado
I + IIIM + VAum
C + E + G#
CAum (C5+)
Diminuto
I + IIIm + VO
C + Eb + Gb
CO
Sétimo
I + IIIM + VJ + VIIm
C + E + G + Bb
C7

Como exercício aplique estas regras às escalas que já estudamos e monte os acordes correspondentes.
Um exercício muito bom é fazer o caminho reverso: Pegar umas cifras bem complicadas e identificando os intervalos das notas dê nome aos acordes.
É preciso praticar muito!!!
Monte os acordes no instrumento! Agora você já é capaz.