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quarta-feira, 25 de abril de 2012


Obrigado a todos que prestigiam meus trabalhos com seus votos e mensagens, 
Sou um carioca apaixonado pelos Tons de uns bons acordes, 
compor pra mim é uma forma de expressar um sentimento muito forte que tenho pela música, 
gosto do zunir de um Pandeiro, 
me contemplo nas batidas de um Cavaco e meu coração ferve com o repicar de um Tamburete, 
Samba Crioula, foi meu primeiro contato com o mundo da música no quesito Letras/Composições,
A partir desses versos pude refletir a minha paixão pelo Samba, O Choro a Bossa e o Samba/Rock.

Agradeço a todos pelo Carinho e Atenção, 
peço que critiquem pois só assim poderei aprimorar minhas Nuances em relação a Música/Composições/Letras.

Um Forte Abraço a Todos
Fábio D Loya


Contatos
fabiodloya@artistaccb.com.br
zethayon@hotmail.com 
 
Votem!!!

http://www.clubedoscompositores.com.br/compositores/pcbnew.asp?socion=340277

 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Conselhos para um Bom Solista! ( cavaco e outros... )

Estudo, muito estudo...
Duas coisas básicas para um solista:

Estudar independência dos dedos da mão esquerda,
tipos 1234 / 1324 / 1342 / 1243 / 1423 / 1432 e martelo.

Exercícios chatos e intermináveis, mas indispensáveis pra dar firmeza no ataque e agilidade).

Exercícios de mão direita (arpejos com cordas soltas e acordes),
além de escalas cromáticas e em tons. Além disso, escutar muito os solistas de cavaco que já gravaram.

Waldir Azevedo, Luciana Rabello e Márcio "Hulk" Almeida.

Dicas para usar seu cavaquinho

*AFINANDO SEU INSTRUMENTO
As cordas do cavaquinho são contadas de baixo para cima ,e afinadas em Ré-Si-Sol-Ré , que é chamada de afinação tradicional, ou em Mi-Si-Sol-Ré, na afinação tradicional, igual a do violão, perdendo apenas as notas Lá e Mi. Leva-se em conta que as cordas estão classificadas de baixo para cima, ou seja, a corda mais fina é a 1ª corda e a mais grossa é a 4ª corda.Iniciando, então, o processo de afinação, vamos tomar por ponto de partida a 4a. corda (Ré).1- Compara-se o som desta corda com a nota ré de mesma altura emitida por um outro instrumento já afinado ou por um diapasão, que é umpequeno aparelho (de sopro ou eletrônico), cuja, finalidade é servir de base para afinação de instrumentos musicais.2 - Uma vez afinada, a 4a. corda (Ré), digitada na 5a. casa, emitirá o som da nota Sol, que é o mesmo que queremos ouvir na 3a. corda solta(Sol). Basta compararmos o som emitido pelas duas cordas e afinarmos, a partir da 4a. corda, a 3a. corda.3- Aperte-se a 3a. corda (Sol) na 4a. casa (Si), o que nos permite ouvir o som da nota si, com que queremos ouvir emitido pela 2a. cordasolta (si). Comparamos os sons das duas cordas afinando, a partir da 3a. corda, a 2a. corda.5 - Aperte-se a 2a. corda (Si) na 3a. casa, o que nos permite ouvir o som da nota ré, som que queremos ouvir emitido pela 1a. corda solta(Ré). Comparamos os sons das duas cordas afinando-se, assim, a 1a. corda a partir do som emitido pela 2a. corda (digitada na 3a. casa).
É importante utilizar o recurso do DIAPASÃO para afinar um instrumento, já que ele possibilita afinar seu instrumento na altura so som próprio. Dois são os tipos de diapasão: o eletrônico e o de sopro. O diapasão eletrônico é um aparelho com muita precisão. Você toca a corda no cavaco, ele capta aquele som da corda e indica nota a nota que o instrumento emitiu. A partir daí, você deve apertar ou afrouxar a corda, através do girar da tarrachas, fazendo com que a mesma atinja a nota com a qual deve ser afinada. Alguns modelos possuem a escala cromática (modelo mais completo). Já o diapasão de sopro se destingue do anterior na medida que ao ao bater na corda do instrumento é seu ouvido que vai comparar nota da corda com nota do diapasão. Se tiver igual é porque a corda está afinada, caso contrário rode as tarrachas até atingir a nota certa.
Digamos que seu diapasão contenha apenas uma nota. Esta nota é Re proporcional a quarta corda (Médio).Para isso, afina-se a quarta corda na mesma altura do diapasão.Aperta-se o quinto traste da quarta corda e terá a nota sol que é exatamentea nota da terceira corda.O som do 5° traste da 4ª corda deve ser igual ao som da 3ª corda solta.Estando a terceira corda afinada (SOL), aperta-se o quarto traste da terceira corda, terá agora a produção da nota si. Esta nota equivale a segunda corda solta, afina-se a 2ª corda comparando ossons emitidos entre o quarto traste da 3ª corda e a segunda corda solta.Para afinar a primeira corda, aperta-se o terceiro traste da segunda corda e ouça o som produzido.Desta vez a nota é ré, aperte ou afroxe a 1ª corda solta até o som ser igual ao som produzido com a segunda corda presa no terceiro traste. Ou seja:
*5° Trraste da 4ª corda é igual a 3ª corda solta (SOL)*4° Traste da 3ª corda é igual a 2ª corda solta (SI)*3° Traste da 2ª corda é igual a 1ª corda solta (Re)
Vale lembrar que no início é bastante natural apresentar dificuldades no uso do diapasão de sopro, pois o principiante não tem ainda um ouvido apurado, inteiramente familiarizado com a altura das notas. Com uma sequência prática, a afinação, que antes era um problema, vai se tornando cada vez mais fácil.
*PALHETADAS
As dicas dos pagodeiros é de que se utilize palhetas de número 70 para execução de solos. Os números inferiores são recomendadas paraacompanhamento, pois quanto menor o número mais flexibilidade e menor esforço sobre as cordas, possibilitando, dessa maneira, mais vida útil as suas cordas. Lembre-se: Que você só terá um som de qualidade em seu cavaquinho, se mantiver as cordas limpas e bem cuidadas. Você que deseja melhorar sua palhetada preste atenção nesta dica que muitos pagodeiros passaram pra mim: eEnrrole uma toalha no braço do cavaquinho, de forma que as cordas fiquem bem duras. A partir daí, com uma palheta bem dura, acompanhe músicas (sambas enredos...à..sambas lentos) simulando as batidas, nas cordas tracionadas. Depois de 30 min, retire a toalha, e note a diferença. Vale lembrar que para você ganhar agilidade nos solos tente trabalhar de uma em uma corda, começando do 1º traste subindo cromaticamente e voltando a ultima e penúltima nota,com isso ganhará agilidade com o dedo mindinho. Lembr-se também que ao se executar o acompanhamento de um pagode ou choro, a localização das palhetadas fica ao gosto de quem está tocando, sendo que a regra geral é palhetar sobre a boca do cavaquinho. A mudança para outras regiões deve se dar para incrementar a interpretação em algumas passagens.
*OS PARTIDOS
Os partidos altos, quase que geralmente seguem uma sequências consoantes determinadas, composta de : Tônica do Tom --> Sétima da Tônica Menor --> Subdominante --> Sétima da Dominante. Estas sequências permitem ao cavaquinista executar uma série de macetes, como efeitos e quedas cromáticas que ajudam a enriquecer a harmonia. Executem estas sequências em lugares diferentes do cavaco, trabalhando a parte aguda e a parte mais grave. Dizem que dá um efeito interessante, aliado a um bom treino para a mão direita.Verifique esses exemplos: ("D B7 Em A7", "C A7 Dm G7", "G E7 Am D7")
*TABLATURAS
Tablatura: forma de notação em que a nota a ser tocada (ou acorde) é indicada(ou indicado) pela posição dos dedos do executante e no braço do instrumento.A tablatura no braço do cavaquinho:----41-------40-------49-------48-------47-------46-------45-------44------43------42------41------40-------31-------30-------39-------38-------37-------36-------35-------34------33------32------31------30-------21-------20-------29-------28-------27-------26-------25-------24------23------22------21------20-------11-------10-------19-------18-------17-------16-------15-------14------13------12------11------10---Exemplo:10 indica a primeira corda Ré solta20 indica a primeira corda Si solta30 indica a primeira corda Sol solta40 indica a primeira corda Ré soltaOutros Exemplos:12 indica a primeira corda apertando o dedo na segunda casa.24 indica a segunda corda apertando o dedo na quarta casa.36 indica a terceira corda apertando o dedo na sexta casa.48 indica a quarta corda apertando o dedo na oitava casa.Quando quisermos indicar duas ou mais notas tocadas simultaneamente, no meio donúmero aparecerá um traço.Exemplo:Acorde Dó maior 42 30 21 12Quando aparecer o número com um traço embaixo, indica que a nota a ser tocada ésempre depois da nona casa. Exemplo ao lado.Exemplos:10 indica que se deve apertar o dedo na décima casa da primeira corda.20 indica que se deve apertar o dedo na décima casa da segunda corda.30 indica que se deve apertar o dedo na décima casa da terceira corda.40 indica que se deve apertar o dedo na décima casa da quarta corda
*AS BATIDAS
Se você que é iniciante, encontra problemas com os ritmos, preste atenção: Procure acompanhar sempre o ritmo do tamborim "Pac(1) Pac(1) Pac(1) PaPa-Pac(2) Pac(1). È de vital importância para uma boa batida que a mão esquerda trabalhe também , pois essa mão funciona como um abafador, que destraciona as cordas antes comprimidas pela formação do acorde na intenção principal de cortar a sonoridade e sendo de grande utilidade para o ritmo. Empregue também os efeitos, ou seja, aqueles sonzinhos que dão o tempero, com por exemplo a aplicação da nota Si-(B) em um acorde como (Ré menor)-Dm, provocando um efeito muito bonito, muito utilizado empartidos altos. importância para o ritmo.
* A ESCOLHA DAS CORDAS
A escolha do tipo de corda a ser usada vai depender do gênero musical e até mesmo do tipo físico e personalidade de cada um. No caso do cavaquinho, infelizmente, não temos muitas opções. As cordas não vem com especificaçòes na embalagem e, não raramente, algumas ( principalmente a terceira, sol ) já no momento em que as colocamos não aguentam a tração e arrebentam. Muitas delas também perdem a sonoridade em pouquíssimo tempo de uso. Uma boa opção é utilizarmos cordas de violão (as quatro primeiras). Algumas delas são de espessura ligeiramente maior do que as cordas fabricadas especificamente para cavaquinho e dão um som mais encorpado. Há uma boa particularidade nisso tudo: Se você enrolar o que sobra da corda direitinho, estará ganhando uma boa vantagem nessa corda, pois isto facilita também a troca de corda durante um show ( ou mesmo uma festa pagode, etc). Basta você jogar fora o pedaço usado (e quebrado), desenrolar a outra ponta (porém mantendo a corda no eixo da cravelha), passá-la pelo cavalete, reafinálo e começar a tocar. Você vai sentir a diferença. Há também a opção(pouco usada) de se usar cordas de guitarra mas nem todas são fabricadas com a finalidade de se obter som acústico e, por isso, nem sempre dão bons resultados.
* CUIDADOS COM SEU CAVACO
Aqui vão algumas dicas, para que você tenha um instrumento sempre com um belo som, aumentando o tempo de vida do instrumento, pois um instrumento bem cuidado, vai com o tempo, ficando com um som mais notável e claro.
1º - Nunca deixe seu cavaco em locais de temperatura elevada, ele pode empenar e daí perder toda a qualidade do som, e qualidade de um instrumento e fundamental para se tirar um som legal.
2º - Não deixe seu cavaco por muito tempo afinado, tente depois de tocar, afrouxar as cordas, para que ele não force muito o cavalete e consequentemente, não perder a qualidade do seu som.
3º - Após usar seu cavaco, limpe-o com um pano seco para tirar todo suor que fica, esse suor faz com que as ferragens oxidem mais rápido, assim como as cordas também, pois cordas oxidadas se quebram mais rápido.
4º - Não deixe seu cavaco por muito tempo apoiado com a parte das cordas para fora, ficando assim ele pode empenar. Sempre o deixe de pé, ou deitado, nunca apoiado.
5º - Lembre que qualidade custa caro, mas se você está começando agora, não precisa comprar um cavaco muito caro tipo um DEL VECCHIO ou ROZZINI. Um GIANINNI Série Estudo ou até mesmo um TONANTE, que é uma marca que está cada vez melhor em qualidade e acabamento, são os mais baratos, podendo com eles tirar um som legal.
6º - Não dexe de usar um "CASE" para seu cavaco ou uma capa muito bem acolchoada, isso fará, com certeza, a diferença no som, pois seu cavaco não sofrerá nenhum dano com baques ou quedas, também evitará que seu cavaquinho empene ficando apoiado. Mas lembre CASE não são térmicos, por isso, mesmo seu cavaco dentro de um, ele não pode ficar exposto a elevadas temperaturas.

Samba Crioula


O Cavaquinho revigora junto com outros instrumentos o Som da harmonia, seja ela Pagode, Partido Alto, Samba de Raiz, Chorinho ou a boa e velha Bossa Nova, temos que ter certeza de uma musica bem batida, bem tocada e bem cantada, pois a Musica revigora a Alma.
Poema: Samba Crioula
Samba Crioula, Samba Mulata,
Samba a Camélia que afagou meu Coração.
Samba que te quero Samba,
Samba de Amor e Paixão,
Samba... que revive as forças do meu coração,
Samba que te quero Samba,
Samba de Amor e Paixão,
Samba pra quem tem amor no coração.
Autor: Fábio D'Oya - Poema: Samba Crioula

Samba, Acalanto para Alma.



terça-feira, 22 de março de 2011

FORMAÇÃO DE ACORDES

1. Introdução
Para se entender a explicação que se segue, alguns conhecimentos são indispensáveis:

1) Notação de Cifras: Notação mundialmente usada para representar as notas musicais e também os acordes, onde Dó = C, Ré = D, Mi = E, Fá = F, Sol = G, Lá = A, Si = B, Sustenido = #, Bemol = b.

2) Seqüência das notas: A seqüência de uma oitava, ou seja, a seqüência completa das notas musicais, que é C, C# ou Db, D, D# ou Eb, E, F, F# ou Gb, G, G# ou Ab, A, A# ou Bb, B e volta para C. Observe que algumas notas possuem duas nomenclaturas possíveis.

3) Escala Maior: A única escala realmente necessária para a formação de QUALQUER acorde. É a escala formada por Tônica + Tom + Tom + Semitom + Tom + Tom + Tom + Semitom. Vale lembrar que semitom é a menor distancia entre duas notas e tom é a soma de dois semitons. Ex: Escala de C: C, D, E, F, G, A, B; Escala de G: G, A, B, C, D, E, F#; Escala de Eb: Eb, F, G, Ab, Bb, C, D.

2. A Escala Maior

A nomenclatura da escala maior é de extrema importância para formar os acordes, na escala de C, por exemplo, temos:

Tônica ou 1º Grau: O próprio C
Sobre tônica ou 2º Grau: D
Mediante ou 3º: E
Subdominante ou 4º: F
Dominante ou 5º: G
Sobre dominante ou 6º: A
Sensível ou 7º: B

Os graus são extremamente importantes, pois eles farão a formação dos acordes.

3. O Acorde Maior e uma pequena observação

Um acorde maior, escrito só com a letra e sustenido ou bemol, caso tenha, é formado pela seqüência de 1º, 3º e 5º grau. Exemplos: C é formado por C, E, G; o F# (escala F#, G#, A#, B, C#, D#, E#) é formado por F#, A#, C#; e o Eb (escala Eb, F, G, A, Bb, C, D) é formado por Eb, G, Bb.

Obs: O E# é somente uma nomenclatura opcional para F, devido a regra da teoria na qual a escala sempre deve estar com notas na ordem C, D, E, F, G, A, B, C, D, E, F, G, A, B e dois F (F e F#) fugiria desta regra.

4. Formação de acordes

Toda formação de acordes se começa pelo acorde maior, como visto antes, com a seqüência de 1º, 3º e 5º grau.

Mas também existe o acorde menor (m) que se da por 1º, 3ºb e 5º grau. 3ºb é o terceiro grau diminuído em um semitom, ou seja, para o acorde de C (C, E, G) temos Cm com C, Eb, G e para o de D (D, F#, A) temos Dm com D, F, A.

5. Os números

Com certeza os números fazem parte da maioria dos acordes seja C2, Fsus4, G5, Am6, G#7, Bb13 ou qualquer outro.

Os números 2 e 4 são substituições para o 3º Grau do acorde, ou seja, para um acorde C2 temos a formação C, D, G (1º, 2º e 5º) já para um Eb4 temos Eb, Ab, Bb (1º, 4º e 5º). Às vezes estes números vem com o prefixo sus (suspenso), mas não altera em nada a sua formação Csus2 = C2 e Ebsus4 = Eb4, somente sus se considera igual a sus4. Esses números podem ser seguidos com + ou – o que aumenta ou diminui em um semitom a substituição, Ex: C2- é C, Db, G (1, 2ºb e 5º) ou Eb4+ Eb, A, Bb (1º, 4º# e 5º).

O número 5 já possui duas funções: quando não seguido por + ou – é uma retirada do 3º Grau do acorde como acontece em D5 = D, A (1º e 5º); já quando é seguido pelos sinais de + ou de – é uma alteração de um semitom no quinto grau do acorde, como em D5+ = D, F#, A# (1º, 3º e 5º#).

A substituição do 5º Grau também pode ser feita usando o número 6, alterando para 6º Grau, que também pode ser alterado por + ou – como os anteriores. Ex: C6 = C, E, A (1º, 3º e 6º).

O 7 possui algo peculiar, pois não é o próprio 7ºGrau e sim o 7ºb, o 7 pode ser seguido por m, sem alterar, ou por M, indo para o 7ºGrau de verdade. Ex: C7 = C, E, G, Bb (1º, 3º, 5º e 7ºb) = C7m; D7M = D, F#, A, C# (1º, 3º, 5º e 7º).

Acima do sétimo grau começamos a ter a repetição da escala com 1º = 8º, 2º = 9º, 3º = 10º,... e os números 9, 11 e 13 entram aqui. Esses números também podem ser seguidos com + ou -, aumentando ou diminuindo em um semitom o seu valor, e sempre
são graus adicionados ao acorde, ao invés de substituições como em 2, 4 e 6. Ex: C9 = C, E, G, D (1º, 3º, 5º e 9º); D13 = D, F#, A, B (1º, 3º, 5º e 13º); E11 = E, G#, B, A (1º, 3º, 5º e 11º).

Em alguns casos os números 9, 11, 13 são precedidos pela expressão add, mas não modifica seu valor.

Exemplos de acordes mais complexos: E9/7 = E, G#, B, D, F# (1º, 3º, 5º, 7ºb e 9º); A4/7 = A, D, E, G (1º, 4º, 5º e 7ºb); Fm7/9 = F, Ab, C, Eb, G (1º, 3ºb, 5º, 7ºb e 9º).

6. Acordes diminutos

Um tipo de acorde mais raro é o diminuto, representado por dim ou º. Todas as notas que precedem o dim ou º na notação do acorde são abaixadas em um semitom, exceto o 1º Grau. Ex: Bbº = Bb, Db, E (1º, 3ºb e 5ºb); D#º = D#, F#, A (1º, 3ºb e 5ºb).

7. Alterações de baixo

Certas vezes o acorde vem escrito seguido por uma barra e uma nota especifica (D/F#, Eb/Db, G/B) nesse caso a composição do acorde não é alterada, mas o baixo deve ser acentuado na nota especificada após a barra. Para fazer esse acorde em um único instrumento é necessário fazer com que a nota mais grave tocada seja o baixo, e quando se tem um baixo e um instrumento de acompanhamento pode-se executar o acorde normal no instrumento e a alteração somente no baixo.

8. Conclusões e comentários

Com esses conhecimentos, bem estudados, você será capaz de montar, na teoria, todo e qualquer acorde.

Agora cabe a você, músico, passar esses acordes para o seu instrumento, conhecendo um pouco da teoria dele para saber a disposição correta das notas. Ai vão dois casos:

1) Teclado ou Piano: A disposição das teclas nesses instrumentos segue a seqüência exata de uma oitava seguida de outra, então basta apenas reunir as notas na oitava desejada e toca-las juntas para formar o acorde e depois fazer ritmos e arpejos para acompanhar melhor a música.

2) Violão ou Guitarra: A afinação mais comum nesses instrumentos, começando da corda mais grave, é: E, A, D, G, B, E. Para descobrir a posição do acorde, basta fazer com que as cordas tocadas, que tem seu valor aumentado em um semitom por traste, estejam dentro da formação do acorde.

segunda-feira, 21 de março de 2011

ETERNO CHORO: ONTEM, HOJE E AMANHÃ.


Em 1902, quando a indústria do disco surgiu no Brasil, o choro já contabilizava quase 40 anos de história. Não foram poucas as transformações pelas quais o gênero - parte básica do DNA da cultura musical brasileira - passou desde 1867 (ano de lançamento de “Flor amorosa”, composição de Joaquim Calado e Catulo da Paixão Cearense apontada frequentemente como marco zero do choro).

Tão notável quanto a permanência e a influência do estilo em nossa música é a série de dogmas que envolvem a composição e a execução do choro.

Transformações à parte, o que não falta é gente, de um lado, querendo manter a tradição do choro intocada; e, do outro, novos nomes que partem do choro para outras paragens musicais, aliando o estilo a outras influências e referências.

Veteranos que seguem atuando (Joel Nascimento, Altamiro Carrilho, Déo Rian e grupos como Época de Ouro e Galo Preto), seguindo a estrita cartilha determinada ainda na primeira metade do século 20, dividem espaço com músicos de gerações posteriores, que trazem novas abordagens ao estilo. Hoje em dia vale tocar Beatles em clima de choro (como Henrique Cazes fez), incorporar novas influências e inovar na execução instrumental (caso do bandolinista Hamilton de Holanda) e usar o gênero como plataforma de miscelâneas mil (como o precocemente desfeito grupo Tira Poeira).

O fato é que cada uma das duas vertentes - os “fundamentalistas” e os “renovadores” - tentam puxar a brasa para suas respectivas sardinhas. Mas será que é assim mesmo, tão preto no branco? Em conversa com chorões (e outros nem tanto) de várias vertentes, das mais ortodoxas a aquelas abertas a novas experiências, fica claro que ninguém quer ser facilmente rotulado num ou noutro grupo.

O exemplo de Luciana Rabello é emblemático. Cavaquinista com 30 anos de carreira, discípula do mestre Jonas do Cavaquinho e criadora da gravadora Acari Records, ela é vista por muitos como a personificação da ortodoxia no choro.

Imagem com a qual a própria Luciana não concorda. “Não há nada de tradicionalista na música que faço. Na Acari há uma preocupação de lançar registros históricos do choro, mas também mostramos a produção contemporânea”, conta a polivalente artista.

“Além do mais, essa divisão é simplista demais. Nos anos 50, Radamés Gnatalli tocava choro com guitarra elétrica, bateria e contrabaixo mas não tinha pretensão de ser ‘moderno’”, prossegue.

Entretanto, a própria Luciana esclarece alguns pontos nesse qüiproquó estético. Ela diz: “Se há alguma verdadeira modernidade no choro produzido hoje, isso só vai se constatar daqui a uns 40 anos. Mais ou menos a cada 20 anos surge uma nova geração de músicos de choro.

O que eu vejo hoje é uma série de artistas talentosos, mas confusos. Trazer novos ritmos para o choro é um engano. O (clarinetista) Nailor Proveta costuma dizer para seus alunos: ‘Quando vocês estiverem tocando, de cabeça, 200 choros clássicos, aí sim vocês podem pensar em improvisar’. E eu concordo com ele. Não existe futuro sem passado”.

No front dos veteranos legítimos, o fervor fundamentalista abrandou-se. Do alto de seus 69 anos de vida (e mais de 50 de carreira), o bandolinista Joel Nascimento já viu muita água passar debaixo da ponte do choro. E diz: “Os músicos de choro já foram muito radicais em relação à forma ‘certa’ de tocar.

Antigamente não se admitia, por exemplo, violino no choro. Ou que um músico de choro tocasse jazz. Mas isso vem mudando. Nos anos 70, quando toquei com a Camerata Carioca, já tínhamos uma visão bem aberta”. Ainda assim, o instrumentista (que atualmente se apresenta acompanhado pelos jovens chorões do grupo paulista Quatro a Zero) é cauteloso ao se referir aos rumos contemporâneos do gênero.

“Confunde-se a evolução do choro, enquanto estilo musical, com a evolução do músico que toca choro”, analisa Joel. “Não há grandes evoluções no choro. Fazer arranjos novos para músicas velhas, isso todo mundo pode fazer. Mas o choro em si não se descaracteriza”.

Altamiro Carrilho tem uma visão parecida com a de Joel, mas um tanto mais crítica. “As músicas que esse pessoal novo anda tocando são complicadas demais.

Daqui a pouco, só músico de jazz vai poder tocar choro. Interpretar choro não é fazer pirueta. É um estilo que vem de black tie, que pede seriedade do músico. Não me considero um sujeito quadrado, mas acho que o choro é a mola mestra de tudo o que já se fez em música brasileira. Então não há necessidade de mudar nada. Como vai se modernizar o que já nasceu moderno?”, indaga o flautista.

Uma noção clara para muitos dos tradicionalistas é a de que o choro é uma “linguagem”. E quem se dispõe a “falar” essa língua precisa aprender primeiro o bê-a-bá, antes de sair recitando discursos complexos. “É preciso conhecer a tradição a fundo. A garotada tem o direito de experimentar, mas há de se respeitar a história”, pondera Mauricio Carrilho, parceiro de Luciana Rabello na Acari e integrante desde os anos 70 de grupos como Os Carioquinhas e a Camerata Carioca. Mauricio (sobrinho de Altamiro Carrilho) prossegue, contemporizando: “Há mais coisa além dessa divisão básica de tradição X modernidade.

Eu, particularmente, não me enquadro em nenhum dos campos. Existe muita gente séria fazendo, hoje, boa música sem apelar para fusões. O choro vive hoje uma época próspera”.
Henrique Cazes pode bem representar o paradigma do músico que trafegou de um extremo a outro no choro.

Tocou com gigantes como Radamés e Joel Nascimento, mas deu a cara a tapa ao reler Pixinguinha usando instrumentos eletrônicos (no projeto EletroPixinguinha) e ao recriar hits de Lennon & McCartney (com a série Beatles’n'Choro). Sobre o estado atual do choro, ele só vê motivos para comemorar.

“Vivemos um momento de liberdade. Os músicos estão à vontade, livre dos dogmas. Antes qualquer mudança era algo absurdo, um sacrilégio. O mais interessante é que ao lado dos novos nomes, a turma da velha guarda também voltou a tocar e gravar mais. Os formatos se multiplicaram”, diz Cazes.

A liberdade de que fala Henrique gerou frutos interessantes. Há toda uma geração de músicos jovens, formados a partir do último “renascimento” do choro (que Cazes situa cronologicamente no final dos anos 80) que usa o estilo como base para toda a sorte de fusões.

Um dos nomes mais citados neste campo é o de Hamilton de Holanda.

Bandolinista de 30 anos, que já tocou com Deus e o mundo (de Altamiro Carrilho ao roqueiro John Paul Jones, do grupo inglês Led Zeppelin), Hamilton reconhece que deve o que sabe ao choro. Mas que nem por isso se limita somente ao estilo.

“Acho que existem na verdade três caminhos no choro hoje em dia. Há o pessoal mais da tradição, há essa turma nova que gosto de chamar de ‘progressista’, e tem gente que fica no meio, que é o meu caso”, opina Hamilton.

“O que eu faço não é choro, tem outros elementos. O músico tem a obrigação de ser livre. Mas as mudanças precisam ser feitas com consciência. Sabendo-se que não dá para reinventar a roda, pode-se experimentar. A menos que surja um novo Pixinguinha ou um talento equivalente, não se pode falar em um ‘novo choro’”, completa o bandolinista. De ouvidos atentos à nova produção, o músico reconhece valor em experiências menos ortodoxas. “O Henrique (Cazes), por exemplo, tem toda a autoridade para fazer coisas novas dentro do choro”, diz.

O violonista Zé Paulo Becker é outro que caminha na linha entre passado e presente. De formação erudita, imerso no choro mas também cultor do samba e da MPB, o instrumentista trafega desenvolto entre estilos e épocas.

“Minha geração ouve mais jazz, samba, outras coisas além de choro. Então há essa influência saudável e natural. O mais importante é conhecer a tradição. A turma que chegou agora tem base e bom senso, toca de forma muito profissional”, fala Zé. Na hora do debate sobre os novos rumos do estilo, o violonista assume um discurso mais reverente. “Temos que definir o que é e o que não é evolução. Radamés e Garoto eram e ainda são modernos, em termos de harmonia, e nunca deixarão de ser”.

Em geral, quem emprega o choro como elemento a mais não tem pretensões de remoçar o gênero. A confluência de jazz, samba, MPB (e choro, claro) marca a música do grupo carioca Sardinha’s Club, antes conhecido como Pagode Jazz Sardinha’s Club. Eduardo Neves, flautista e saxofonista do grupo (que reúne uma série de feras, como Rodrigo Lessa e Marcos Esguleba), confirma: “Não buscamos renovar o choro.

Eu e Rodrigo aprendemos a tocar na escola do choro tradicional e é isso o que se ouve no Sardinha’s. Quem vai pela tradição costuma acertar mais do que o pessoal que quer inventar muito”.

Uma reflexão feita por um observador insuspeito da cena acrescenta nova luz ao debate. A princípio, o nome de Henrique Filho pode não dizer muito aos chorões. Mas mencione-se a alcunha profissional do músico e produtor - Reco do Bandolim - e a coisa muda. Reco é presidente do Clube do Choro de Brasília, instituição que preserva o gênero com espetáculos, debates, cursos e oficinas. E para ele não faz diferença se o choro a preservar é velho ou novo.

“Nos últimos anos, felizmente acabou essa noção de que ‘choro é só para chorão’ e ninguém mais. Essa divisão só atrapalhava a boa música. A fiscalização que os músicos mais velhos faziam sobre os novatos era muito negativa.

Choro é uma coisa viva, não é uma arte para ficar presa em uma cristaleira, pegando poeira”, discursa Reco, que está à frente do Clube há 12 anos.

Ele, que já pôs Pepeu Gomes e o Zimbo Trio para tocar choro em seu palco, resume sua visão: “Não há melhor nem pior nessa história, nem quem defende a tradição, nem os que pregam a novidade. Mas é claro que a evolução tem que partir de um profundo conhecimento sobre a obra das gerações anteriores”.