sexta-feira, 11 de março de 2011

Formação de Acordes - Cifras - Tríades/Tétrades e Inversôes



Todo acorde segue certo padrão, em qualquer tonalidade. São fórmulas que nos ajudam a entender e montar os acordes. A base do acorde é a escala diatônica.

ESCALA DIATÔNICA

 A fórmula da escala diatônica é a seguinte:

I  tom  II  tom  III  semitom  IV  tom  V  tom  VI  tom  VII  semitom VIII

Na escala diatônica, os números romanos representam as notas.

Testando a fórmula da escala diatônica em Dó, temos:

Dó      Ré        Mi             Fá         Sol        Lá          Si               Dó
 \       / \       /  \            /  \       /  \       /  \       /  \             /
   tom      tom      semitom     tom       tom      tom       semitom


Já a mesma fórmula em Ré forma:

   tom        tom      semitom      tom       tom      tom      semitom
/         \ /         \ /             \ /         \ /         \ /       \/             \
Ré       Mi         Fá#            Sol         Lá         Si          Dó#          Ré

Se você tocar a escala de Dó e depois a escala de Ré, irá perceber que as notas “combinam”.
Cada acorde é representado por uma cifra, sendo:
Dó = C
Ré = D
Mi = E
Fá = F
Sol = G
Lá = A
Si = B

FÓRMULA DO ACORDE MAIOR
A fórmula do acorde maior é a seguinte:

I    2T     III   1,5T    V

Ou seja, o primeiro grau da escala diatônica, um intervalo (distância) de 2 tons, o terceiro grau, intervalo de 1 tom e meio e depois o quinto grau.
No acorde de Dó Maior, representado em cifras como C, temos:

I             2T              III                 1,5T              V
Dó                           Mi                                      Sol     

Em Ré Maior, ou D, temos :

I             2T              III                 1,5T              V
Ré                            Fá#                                    Lá
ACORDES MENORES

Além dos acordes maiores, existem os acordes menores, formados pela fórmula:

I    1,5T    III    2T    V

Dó menor, conhecido como Cm:

Dó      Ré#        Sol

Sol menor, Gm:

Sol    Lá#   Ré

Para facilitar a vida muitas pessoas, abaixo está uma tabela com os principais acidentes de cada tonalidade. Com ela fica mais fácil entender a ESCALA DIATÔNICA de cada um dos principais tons.

SUSTENIDOS E BEMÓIS
Encontrados nas principais tonalidades maiores, ou seja, não se encontram tons como Am:

Tonalidade
Quantos acidentes
Quais
Nenhum

1 b
Sib
Sib
2 b
Sib Mib
Mib
3 b
Sib Mib Láb
Láb
4 b
Sib Mib Láb Réb
Réb
5 b
Sib Mib Láb Réb Solb
Solb
6 b
Sib Mib Láb Réb Solb Dób
Dób
7 b
Sib Mib Láb Réb Solb Dób Fáb
Dó#
7 #
Fá# Dó# Sol# Ré# Lá# Mi# Si#
Fá#
6 #
Fá# Dó# Sol# Ré# Lá# Mi#
Si
5 #
Fá# Dó# Sol# Ré# Lá#
Mi
4 #
Fá# Dó# Sol# Ré#
3 #
Fá# Dó# Sol#
2 #
Fá# Dó#
Sol
1 #
Fá#

Lembre-se que Mi# e Si# não “existem” e por isso devem ser tocadas como Fá e Dó, respectivamente. O mesmo ocorre com Dób e Fáb, que correspondem ao Si e Mi.

 Cifras

Cifras são os nomes dados aos acordes. Chamamos de músicas cifradas os textos contendo a letra e as cifras dos acordes que compõem uma música.

Elas não seguem um padrão rígido, sobretudo na Internet e, por isso, são encontrados várias vezes diferentes nomes para um mesmo acorde.

Por esta razão, é importante compreender o significado das cifras, de forma a reconhecer o acorde que ela representa.

Uma cifra é composta basicamente de 4 items:

1 - Tônica
2 - Modo
3 - Dissonâncias
4 - Inversão (baixo)

Tônica

Cada acorde é composto por 3 ou mais notas. A Tônica indica a nota principal do acorde, e segue a seguinte nomenclatura:

C - Dó

C# ou Db - Dó Sustenido ou Ré Bemol

D - Ré

D# ou Eb - Ré Sustenido ou Mi Bemol

E - Mi

F - Fá

F# ou Gb - Fá Sustenido ou Sol Bemol

G - Sol

G# ou Ab - Sol Sustenido ou Lá Bemol

A - Lá

A# ou Bb - Lá Sustenido ou Si Bemol

B - Si

Modo

O modo complementa a tônica, indicando as outras notas que compõem-no. Existem 3 modos principais: maior, menor e diminuto. A tabela abaixo mostra a nomenclatura e as notas existentes em acordes nestes modos, tomando como tônica a nota Dó (C).
Modo
Cifra em C
Notas que compõem o acorde
Maior
C
C, E, G
Menor
Cm
C, Eb, G
Diminuta
C, Eb, G, A

Obs: É importante notar que os acordes maiores não apresentam nenhuma indicação. Logo, o acorde D, por exemplo, indica um "Ré Maior".

Tabela de Intervalos

Os acordes são definidos como conjuntos de notas. Entretanto, cada acorde é definido em termos de seus intervalos, e não de suas notas. Um intervalo é definido como o diferença entre duas notas (o número de semitons entre duas notas). A idéia é que a nomenclatura sirva para todas as tônicas. Desta forma, é possível, por exemplo, falar que um acorde maior é composto pela tônica, pela terça maior e pela quinta justa, e isto servirá para qualquer acorde maior. Como a terça maior de um Dó é um Mi, e sua quinta justa é um Sol, são estas as notas de um Dó Maior. Baseando-se nestes intervalos, são compostas todas as cifras. Na tabela abaixo podem ser vistos os diversos intervalos, e seus possíveis nomes em cada uma das tônicas.
Tônica, fundamental

C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
Nona menor
b9
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
Nona (maior)
9
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
Nona aumentada, terça menor
#9, m
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
terça (maior)

E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
quarta (justa), décima primeira (justa)
4, 11
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
quinta diminuta, décima primeira aumentada
b5, #11
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
quinta (justa)

G
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
quinta aumentada, sexta menor, décima terceira menor
#5, b6, b13
G#,Ab
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
sexta (maior), décima terceira (maior), sétima diminuta
6, 13, º
A
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
sétima (menor)
7
A#,Bb
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
sétima maior
7M
B
C
C#,Db
D
D#,Eb
E
F
F#,Gb
G
G#,Ab
A
A#,Bb


Obs.: Nesta tabela, as vírgulas separam alternativas possíveis. Por exemplo, pode-se chamar tônica, ou fundamental. Já os parênteses indicam nomes de uso facultativo. Por exemplo, pode-se chamar "nona maior" ou apenas "nona".


FORMAÇÃO DE ACORDES


Parte 1:

Na teoria musical para guitarra, a formação de acordes exerce uma grande influência sobre o aprendizado de outras matérias. Um guitarrista que domine a formação de acordes terá muito mais liberdade ao compor e interpretar, devido à maior variedade de desenhos de acordes disponíveis para uso.


Você sabe que cada casa pressionada no braço da guitarra emite uma determinada nota.
A primeira corda solta é um E, pressionada na casa 1 é um F, pressionada na casa 2 é um F#,etc...


Logo, para fazer um acorde, devemos pressionar as casas correspondentes às notas que aquele acorde utiliza, certo?


Todo acorde (Cm, F#, D7, etc...) é formado por uma tríade (ou tétrade) de notas, sendo a principal delas (a tríade) formada por uma tônica (T) , responsável por dar o nome ao acorde (a tônica é necessariamente a nota mais grave do acorde), uma terça (III), que indica se o acorde é maior ou menor e uma quinta (V), que indica se o acorde é dissonante ou consonante.

Parte 2:

Lembrando que:

Dissonante: dá ao ouvido uma sensação de "movimento"
Consonante: dá ao ouvido uma sensação de "repouso"


Bem, já aprendemos que uma tríade é um conjunto de 3 determinadas notas. Vamos ver o exemplo de Dó:

C.....C#.....D.....D#.....E.....F.....F#.....G.....G#.....A .....A#.....B.....C

Ou seja:

I: C
II: D
III: E
IV: F
V: G
VI: A
VII: B
VIII: C

Logo, a tríade de é:

I + III + V = C + E + G

Partindo da mesma fórmula, podemos obter a seguinte tabela de tríades:

.......I.....III.....V
C.....C.....E.....G
D.....D.....F.....A
E.....E.....G.....B
F.....F.....A.....C
G.....G.....B.....D
A.....A.....C.....E
B.....B.....D.....F


Tipologia das tríades

A tipologia da tríade é basicamente sua configuração estrutural considerando os intervalos entre os graus (notas).

Podemos considerar a existência de quatro formas básicas de tipologia de tríades:

Maior
Menor
Aumentada
Diminuta


Mas antes de prosseguirmos, vamos relembrar alguns detalhes:

Primeiramente, relembraremos os nomes dados aos graus da escala:

1º grau – TÔNICA
2º grau – SUPERTÔNICA
3º grau – MEDIANTE
4º grau – SUBDOMINANTE
5º grau – DOMINANTE
6º grau – SUPERDOMINANTE
7º grau – SENSÍVEL OU SUBTÔNICA (em determinadas escalas)
8º grau – TÔNICA

Tônica é a nota da qual a escala tira seu nome. É obrigatoriamente a nota mais grave.
A supertônica é o grau logo acima da tônica (super=acima de).
A mediante é o grau que fica entre o primeiro e o quinto graus.
A subdominante recebe este nome por vir logo antes da dominante, que é o grau mais “importante” depois da tônica, e que é sucedido obviamente pela superdominante.
A sensível, ou nota atrativa, recebe este nome por dar a impressão de tender a subir para o oitavo grau. Isso se explica pelo fato de que a sensível fica a meio tom da tônica. Quando, devido à construção de determinada escala, a sensível fica a 1 tom da tônica, recebe o nome de subtônica.

Para compreendermos melhor os esquemas a seguir, vamos ainda relembrar rapidamente alguns aspectos sobre os intervalos:

Os intervalos são, essencialmente, a distância entre as notas. O nome do intervalo é caracterizado por lembrar o número de graus abrangidos.

Regra: "Os I, III, VI e VII graus podem ser maiores, menores, aumentados ou diminutos. Os IV, V e VIII graus podem ser justos, aumentados ou diminutos."


Legenda:

M – maior
m – menor
A – aumentado
º ou dim – diminuto
J – justo


Listagem de intervalos:

Usando o exemplo de Dó Maior

2M - está a 1 tom da tônica (D)
2m - está a meio tom da tônica (Db)
2A - está a 1 tom e meio da tônica (D#])
- não existe

3M - está a 2 tons da tônica (E)
3m - está a 1 tom e meio da tônica (Eb)
3A - está a 2 tons e meio da tônica (E#)
- está a 1 tom da tônica (Ebb)

4J - está a 2 tons e meio da tônica (F)
4A - está a 3 tons da tônica (F#)
- está a 2 tons da tônica (Fb)

5J - está a 3 tons e meio da tônica (G)
5A - está a 4 tons da tônica (G#)
- está a 3 tons da tônica (Gb)

6M - está a 4 tons e meio da tônica (A)
6m - está a 4 tons da tônica (Ab)
6A - está a 5 tons da tônica (A#)
- está a 3 tons e meio da tônica (Abb)

7M - está a 5 tons e meio da tônica (B)
7m - está a 5 tons da tônica (Bb)
7A - está a 6 tons da tônica (B#)
- está a 4 tons e meio da tônica (Bbb)

8J - está a 6 tons da tônica (C)
8A - está a 6 tons e meio da tônica (C)
- está a 5 tons e meio da tônica (Cb)

Tendo estas informações em mente, podemos prosseguir:

Acorde Maior:

Este nome é dado pela tipologia da tríade, que funciona da seguinte forma:

Entre o I grau e o III grau temos um intervalo de 3ª maior (ou seja, 2 tons). Entre o III grau e o V grau temos um intervalo de 3ª menor (ou seja, 1 tom e 1 semitom).

Lembrando:

Fórmula do acorde maior:

I grau >> 2 tons >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau



Vamos então formar alguns acordes maiores:

C

I grau: Dó
III grau: Mi
V grau: Sol

Formada a tríade, vamos analisar se a fórmula foi respeitada:

Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi
---ST--ST--ST---ST---------- 2 tons

Mi__Fá__Fá#__Sol
--ST--ST---ST------------ 1 tom e meio

Agora chegamos num ponto onde outra parte da teoria musical se faz presente: os acidentes.

Vejamos outro exemplo:

Lembrando também da regra básica para a formação de escalas:

T T ST T T T ST

D

D...E...F...G...A...B...C...D


De D a E temos um tom (T).......... ok

De E a F temos um semitom.......... mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula: T T ST T T T ST

Sendo assim, o que podemos fazer é criar um acidente na nota , aumentando-a em um semitom e tornando-a F#.

Desse modo, teremos cumprido o que diz a fórmula da formação de escalas.

Continuando:

De F# a G temos um semitom..........ok

De G a A temos um tom..........ok

De A a B temos um tom..........ok

De B a C temos um semitom.......... mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula.

Sustenizamos o C

De B a C# temos um tom.........ok

Continuando...

De C# a D temos um semitom........... ok

De modo que a escala completa fica assim:

D

D...E...F#...G...A...B...C#...D


Acorde menor:

No acorde menor, o esquema triádico é o mesmo. Basicamente, apenas mudamos o intervalo entre os graus.

Entre o I e o III graus devemos ter um intervalo de 3ª menor (1 tom e meio), e entre o III e o V graus devemos ter um intervalo de 3ª maior (2 tons). Ou seja:

Fórmula do acorde menor:

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 2 tons >> V grau

Montando um acorde menor:

Cm


I grau:
III grau: Mib
V grau: Sol

Vamos agora comparar com a fórmula:


Dó__Dó#__Ré__Mib
---ST-----ST---ST------------- 1 tom e meio


Mib__Mi__Fá__Fá#__Sol
---ST---ST---ST-----ST------------- 2 tons


Acorde diminuto:

O esquema triádico diminuto baseia-se em dois intervalos de 3ª menor dispostos em sequência.

Fórmula do acorde diminuto:

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau


Formando acordes diminutos:

ou Cdim

I grau:
III grau: Mib
V grau: Solb

Entre as notas e Mi, o intervalo é de 3ª maior. Como precisamos de um intervalo de 3ª menor, baixamos o III grau para Mib.


Dó__Dó#__Ré__Mib
---ST-----ST---ST------------ 1 tom e meio

Entre as notas Mib e Sol, temos um intervalo também de 3ª maior. Por isso, baixamos o V grau para Solb.


Mib__Mi__Fá__Solb
----ST--ST---ST------------ 1 tom e meio

Acorde aumentado:

O esquema triádico do acorde aumentado é muito parecido com o do acorde maior, tendo como única diferença a mudança do intervalo entre o III e o IV graus de 3ª menor para 3ª maior. Logo, temos uma tríade composta por dois intervalos de 3ª maior.

Fórmula do acorde aumentado:

I grau >> 2 tons >> III grau >> 2 tons >> V grau


Formemos um acorde:

Caum:

I grau:
III grau: Mi
V grau: Sol#

Entre as notas e Mi, temos uma diferença de 2 tons:


Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi
---ST-----ST---ST-----ST------------ 2 tons


Entre Mi e Sol há um intervalo de 3ª menor. Para combinar com a fórmula, aumentamos o V grau em um semitom, tornando-o Sol#:

Mi__Fá__Fá#__Sol__Sol#
---ST---ST----ST---ST------------- 2 tons 

Tríades/Tétrades e suas inversões

Bom... Primeiramente vamos definir acorde:  É uma harmonia composta de 2 ou mais sons em alturas diferentes.
As tríades são acordes de 3 notas.




Em outras palavras... São formados por superposições de terças. Os graus fundamentais da formação das tríades são:


IJ-IIIM- VJ
Vamos pegar o exemplo de Dó:
Dó Mi Sol

IJ IIIM VJ
Se fosse o acorde de ré seria:
Ré - Fá# - Lá

Ij IIIM IJ


O que eu fiz?
Calculei a terça maior do I grau e a terça menor do III grau. Ou seja, um acorde maior é formado por 3M + 3m.
Preste atenção... a terça define se o acorde é menor ou maior.

Se eu fizer a terça do Dó ficar menor a fórmula vai ser essa: Dó Mib Sol I - IIIm - V
As tétrades são acordes formados mais de 3 notas. Como formá-las? Adicione mais uma terça a uma tríade.

Fórmula: I - III - V - VII
Isso seria um acorde maior com sétima. Maior porque a terça tá maior, e ela define se o acorder é maior ou menor. Sétima Porque adicionamos mais uma terça. Que veio a ser o VII grau da escala.
Se fosse um dó:

Dó Mi Sol Si
I III V VII

 
Para deixá-la menor é só colocar um bemol na terça.

Acorde Suspenso

É quando você substitui a terça de um acorde por uma quarta justa.

Acordes com notas de tensão
Nós podemos sobrepor mais terças nas tétrades. Vão cair sempre números ímpares. A partir do VIII da escala as notas de repetem.

Se eu quisesse fazer um acorde com nona eu poderia adicioná-lo na tríade ou na tétrade, geralmente adicionamos na tétrade. Se for adicionado na tríade vai ser notado como acorde Xadd9 se for na tétrade apenas X9 ou X7/9.

Acordes Diminutos
Formação tríade: I - IIIb - Vb
Formação tétrade: I - IIIb - Vb - 7bb
Acordes Aumentados
Formação: I - III - V#
Tétrade: I - III - V# - VIIM

Acordes de Sétima da Dominante

Formação: I III V VIIb

A característica marcante dos acordes de sétima da dominante é o trítono(intervalo de 3 tons) entre a terça maior e a sétima menor do acorde. É o trítono que caracteriza a sensação de "preparo" para outro acorde.
Deixa o acorde instável, querendo se deslocar. Este acorde chama-se "sétima da dominante" porque é construído diatônicamente sobre o V grau da escala maior que representa a função dominante.

FUNÇÃO DO ACORDES

FUNÇÃO:
Tônica I (F) VI III (f)
DOMINANTE: V (F) VII(mf)
SUBDOMINANTE IV (f) II (mf)

Na categoria dos acordes de sétima da dominante ainda encontramos o SubV7. Ele é o acorde substituto do V7, tem a fundamental uma quarta abaixo. É encontrado um semi-tom acima do acorde onde resolve.

Power Chords
Muitos tocam apenas com o I e o V grau, esses são os power chords ou acordes de quinta, ás vezes chamados de bicordes.

Acordes Abertos/Fechados
Os acordes que tem todas as notas formadas por ele dentro da mesma oitava são acordes fechados. Os que tem notas fora da oitava são acordes abertos.

Ordem Horizontal e Vertical
As notas dos acordes podem ser tocadas todas simultâneamente(horizontal)
Ou uma de cada vez(vertical.)

Formações dos acordes
Nem sempre seguimos essa ordem de I III V nos acordes. Ás vezes ele pode aparecer I V III, ou se for uma tétrade I VII III V ou I III VII V ou I V VII III ou I V III VII. Algumas formações são impossíveis de fazer. O ideal é que você tenha todas memorizadas. (Essas variações acontecem com os acordes com notas de tensão também.)

Inversões dos Acordes

As tríades tem duas inversões:

Podemos pegar o acorde(I III V) e deixar a terça dele no baixo. Por exemplo, tenho o acorde de dó maior.
Quero fazer a 1º inversão nele, pra isso é só deixar a terça no baixo. A terça de dó é mi. O acorde ficaria Mi Sol Dó(oitavado). A segunda inversão consiste em deixar a quinta no baixo.

Ficaria: V III I.

A inversão das tétrades não é muito diferente. Nós temos, por exemplo, I III V VII, para fazer a 1º e a 2º inversão é só deixar a terça e depois a quinta no baixo respectivamente. Para fazer a terceira inversão é só deixar a sétima no baixo.



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