quarta-feira, 30 de abril de 2008

Grandes Instrumentistas


História do Choro

O Chorinho é, na verdade, um samba romântico! Em um encontro de amigos, uma farra descontraída, um sarau, sempre tem uma improvisada orquestra descolando um chorinho! Cavaquinho, violão, pandeiro, reco-reco, chocalho, flauta, sax... velho ou jovem, tanto faz! A turma sempre cai na dança! Especialmente, para você, temos aqui, vários deles! Sirva-se...e para vc que sempre baixa arquivos aqui mas... nunca escreveu para mim, exisem alguns midis muito especiais que vc pode ter, mas se escrever solicitando. Gosto de saber que nos visita e o que fazem com os midis.Desejo também agradecer aos excepcionais musicos e sequencers, Artevil J.Geraldi & Flavius Martins que, gentilmente, cederam alguns de seus espetaculares trabalhos musicais e que, inclusive, sequenciaram o dificílimo choro " Espinha de Bacalhau" de Severino Araujo. Parabéns, rapazes!

Gênero da música popular brasileira que surgiu em 1870, no Rio de Janeiro. Inicialmente não se caracterizou como estilo musical, mas pela forma abrasileirada com que músicos da época tocavam ritmos estrangeiros como polca, tango e valsa. Eles utilizavam, entre outros instrumentos, violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarinete, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e "choroso". O termo “Choro” passa, então, a denominar o estilo. Influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu, sua principal característica é a improvisação instrumental, especialmente com violão e cavaquinho. A função de cada instrumento na música varia de acordo com o virtuosismo dos componentes do conjunto, que podem assumir o papel de solo, contraponto ou as duas coisas alternadamente.

A partir de 1880, com a proliferação dos conjuntos de pau e corda - formados por dois violões de cordas e de aço, flauta e cavaquinho -, o Choro populariza-se nos salões de dança e nas festas da periferia carioca. Um dos primeiros chorões - nome dado aos integrantes desses conjuntos - é o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado. Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga criam as primeiras composições que firmaram o Choro como gênero musical com características próprias.
No início do século XX, o Choro deixa de ser apenas instrumental e passa a ser cantado. Aproxima-se do maxixe e do samba e adquire um ritmo mais rápido, agitado e alegre, além de maior capacidade de improvisação. Surge o chorinho ou samba-choro, também conhecido como terno, por causa da delicadeza e sutileza de sua melodia.

A partir da década de 30, impulsionado pelo rádio e pelo investimento das gravadoras de disco, o choro torna-se sucesso nacional. Uma nova geração de chorões organiza-se em conjuntos chamados regionais e introduz a percussão nas composições. Nos anos seguintes surgem vários músicos, como Canhoto e seu regional, que tinha como integrante Altamiro Carrilho ; conjunto Época de Ouro; Luperce Miranda; Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá; Jacó do Bandolim; e Nelson Cavaquinho, entre outros.
O principal nome do período era Pixinguinha, autor de mais de uma centena de choros e um dos maiores compositores da música popular brasileira. Em 1928 criou Carinhoso, que recebe letra de João de Barro, o Braguinha, em 1937. Também se destacava Valdir Valdir Azevedo, autor de Brasileirinho (1947), o maior sucesso da história do gênero, gravado por Carmen Miranda e, mais tarde, por músicos de todo o mundo.

O choro também está presente na música erudita. Um exemplo é a série Choros, do maestro Heitor Villa-Lobos. A partir da década de 50 perde sua popularidade devido o surgimento da Bossa Nova. Mas o gênero mantém-se presente na produção de vários músicos da MPB, como Paulinho da Viola, Guinga e Arthur Moreira Lima. É redescoberto na década de 70, quando são criados os Clubes do Choro, que revelam novos conjuntos de todo o país, e os festivais nacionais. A partir de 1995 é fortalecido por grupos que se dedicam à sua modernização e divulgação, pelo lançamento de CDs.


Ao longo deste século grandes instrumentistas marcaram o desenvolvimento do cavaquinho, entre os quais podemos citar Nelson Alves(Nelson dos Santos Alves - Rio de Janeiro - 1895-1960). Integrante do grupo de Chiquinha Gonzaga e fundador dos Oito Batutas. Autor de choros como Mistura e manda e Nem ela.. nem eu. Canhoto(Waldiro Frederico Tramontano - Rio de Janeiro - 1908-1987). O mais marcante acompanhador de cavaquinho. Tocou com Benedito Lacerda desde a décads de 30; em 1950 fundou seu próprio regional, marco dentro dessa formação instrumental. Garoto(Aníbal Augusto Sardinha - São Paulo - SP - 28/06/1915 - Rio de Janeiro 03/05/1955).

Inigualável virtuose das cordas. Tocava banjo, cavaquinho, bandolim, violão tenor,guitarra havaiana, violão, etc. Foi o autor de músicas revolucionárias para a sua época como Duas contas e Sinal dos tempos. E sobretudo aquele que popularizou o cavaquinho como solista: Waldir Azevedo(Rio de Janeiro - 27/01/1923-20/09/1980). Autor das músicas mais executadas do repertório de cavaquinho: Brasileirinho, Delicado e Pedacinhos do Céu, entre outras. Podemos ainda acrescentar que dentro dessa evolução o acontecimento mais recente de relevo é a experiência camerística que a Camerata Carioca, idealizada pelo maestro Radamés Gnattali, realiza; utilizando o cavaquinho para tocar desde concertos de Vivaldi até músicas de autores contemporâneos.

Nos últimos anos duas variações de forma do cavaquinho ganharam adeptos: a guitarra baiana(um cavaquinho elétrico de corpo maciço e forma de guitarra elétrica) instrumento solista dos trios elétricos, e o banjo-cavaquinho, que devido ao seu som alto, se equilibra melhor com os intrumentos de percussão usados nos chamados pagodes

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